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CERVEJARIA

Operação da PF não afeta negociação, diz Moraes

Empresário é acusado de pagar propinas a políticos em negociações de contratos da empreiteira Odebrecht com a Petrobras

3 AGO 2019 - 07h:58Por Valdecir Cremon

O empresário Cléber Faria, dono de uma cervejaria que possui projeto para instalar uma filial em Três Lagoas, era aguardado para se entregar, ontem, à Polícia Federal em Curitiba (PR), o que não ocorreu até o fechamento desta reportagem.

O irmão dele, Vanuê Faria e três executivos do Grupo Petrópolis, de Niterói (RJ), foram presos temporariamente por ordem da 13ª Vara Federal, responsável pela força-tarefa da 62ª fase da Operação Lava-Jato. O dono do grupo e tio do empresário, Walter Faria, está foragido.

O secretário municipal de Desenvolvimento, José Aparecido de Moraes, disse que a investigação não afeta a negociação da filial de Três Lagoas.

Walter Faria é acusado de pagar propinas a políticos em negociações de contratos da empreiteira Odebrecht com a Petrobras, entre 2011 e 2014. O Grupo Petrópolis teria recebido R$ 1,3 bilhão por participação no esquema. Cléber e Vanuê trabalhavam com o tio na época e possuem contas que podem ter sido usadas nos pagamentos no exterior.

Em notas emitidas na quarta-feira, dia da operação, as empresas negaram os crimes e afirmam estar à disposição das autoridades. Na mesma data, Cléber estaria nos Estados Unidos. 

TERRENO

No mês passado, o empresário entrou com pedido de licenciamento ambiental no governo de Mato Grosso do Sul para a instalação da filial em uma área doada pela prefeitura, na saída de Três Lagoas para Brasilândia. 

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