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POR VIDAS

Órgãos de estudante vão para 6 pacientes

Milena morreu em um acidente de moto que também matou seu namorado; doação foi autorizada por família, na quarta-feira

16 DEZ 2017 - 07h:00Por Sergio Colacino

Os órgãos doados pela família da estudante Milena Tokuda, de 17 anos, foram responsáveis por salvar seis vidas. Ela e o namorado, Gustavo Ingarti Correia, de 19 anos, morreram depois de um acidente de moto, ocorrido no dia 3 de dezembro. Gustavo foi levado ao hospital, mas não resistiu. A adolescente ficou dez dias em coma na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas, onde teve a morte cerebral confirmada, na segunda-feira (11). Dois dias depois, a família autorizou a doação dos órgãos. 

Foram captados coração, fígado, rins e córneas. Os órgãos foram levados para três estados diferentes: o rim esquerdo e as córneas para Campo Grande (MS); o rim direito e o coração para São Paulo (SP); e o fígado para Brasília (DF). Com a doação, será possível salvar a vida de seis pessoas que estão na fila nacional à espera por um transplante. “É gratificante em contribuir com as pessoas que estão na fila de transplantes e que certamente irá salvar outras pessoas”, disse a enfermeira coordenadora da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecido para Transplantes (Cihdott) e coordenadora da UTI do Auxiliadora, Daiane Alves Santos.

Nas redes sociais, a decisão da família foi elogiada. “Gesto muito lindo dessa mãe que em meio a tanta tristeza pensou no próximo”, comentou uma internauta na publicação da notícia no portal JPNEWS. “A vida continua”, opinou outra.

DOAÇÕES

Segundo o Hospital Auxiliadora, a família é quem definirá se e quais órgãos e tecidos serão doados. Por isso, é fundamental que os doadores deixem seu desejo claro para os parentes.

 

Transporte foi possível graças a operação aérea

Três aeronaves de pequeno porte, de Brasília (DF), São Paulo (SP) e da capital Campo Grande pousaram no aeroporto de Três Lagoas durante a madrugada de quinta-feira (14) para transporte de órgãos doados pela família da estudante Milena Tokuda. A operação envolveu o uso de aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira).

Segundo o tenente-coronel Leandro Arruda, comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, as aeronaves pousaram após a meia-noite e decolaram no final da madrugada. “O fator tempo é primordial para esse tipo de ação, por isso o trabalho foi feito mesmo na madrugada”, disse o oficial.
A superintendente do aeroporto de Três Lagoas, Sayuti Baez, comemorou o sucesso da operação noturna. Segundo ela, funcionários de todos os setores do terminal participaram ativamente. “Contamos com o apoio de toda nossa equipe, inclusive do pessoal de abastecimento das aeronaves, além dos demais integrantes do aeroporto. Fico feliz em poder dizer a todo o país que nosso aeroporto está preparado para este tipo de ação, inclusive por termos o balizamento noturno”, afirmou.

Entre as equipes de especialistas que vieram a Três Lagoas, uma era do Incor (Instituto do Coração), de São Paulo, que utilizou uma aeronave da FAB para o transporte. 

 

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