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Pais beneficiará mais 25 famílias de Três Lagoas

Já implantado no Cinturão Verde, programa irá atender agricultores familiares do Pontal do Faia e do Arapuá

14 MAR 2013 - 07h:55Por Arquivo/JP

Implantado há três anos no Cinturão Verde, o projeto Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS) agora chega aos agricultores familiares do Distrito de Arapuá e assentamento Pontal do Faia.

De acordo com o veterinário do Departamento de Agronegócio, Renato Carrato, o primeiro passo para a implantação do programa, que faz parte de uma parceria entre Fundação Banco do Brasil, Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e Eldorado Brasil Celulose, foi dado na semana passada, quando aconteceu uma reunião com grupos de pequenos produtores rurais.

Ao todo, 35 agricultores familiares participaram do encontro, sendo 15 do Pontal do Faia e 20, do Arapuá. Destes, dez pequenos produtores do Pontal do Faia confirmaram, na terça-feira, o interesse em participar do projeto. Hoje, Renato Carrato confirmará o número de interessados no Distrito de Arapuá. “Na reunião, apresentamos o projeto aos produtores. Agora, estamos confirmando o número de interessados para que, na próxima semana, seja iniciado o processo de seleção das famílias a serem contempladas”, explicou.

A seletiva, de acordo com o veterinário, será feita por um técnico do Sebrae, que vira a Três Lagoas. A previsão é de que o técnico, que percorre todo o Brasil para acompanhar o projeto, chegue ao município no dia 25. A seletiva será feita individualmente, em que o candidato responderá um questionário e o técnico avaliará qualidade do solo além da viabilidade do projeto em cada propriedade.
“Nós precisamos encontrar as 25 famílias. Caso não seja possível, o diretor de Agronegócio, Luciano Dutra, estuda a possibilidade de levar o restante dos kits para atender a mais famílias do Cinturão Verde. O que não podemos é perder esse material. A lista de municípios na fila de espera por eles é grande”, lembrou.

O objetivo do Pais é incentivar a produção de hortaliças e leguminosas de forma ambientalmente correta, sem a utilização de agrotóxicos e outros produtos químicos. Paralelo a isto, o produtor consegue comercializar seus produtos a escolas do município, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e, no caso de Três Lagoas, na 2ª Companhia de Infantaria do Exército. “Não tenho em mãos a produção do Cinturão Verde, mas posso garantir que faltam produtos para abastecer a demanda existente. Hoje, 90% da produção no Cinturão Verde pelo Pais é voltada para o cultivo de folhas. Com isto, existe uma demanda muito grande por legumes”, explicou Carrato.

O veterinário explicou que o próprio projeto prevê a diversificação de culturas. Ao todo, são três canteiros com um galinheiro ao centro em que, se o produtor seguir à risca, traz até mesmo a quantidade de cada produto a ser cultivado.

KITS
Para atender a esse objetivo, o produtor rural recebe um kit composto por sementes, caixa d’água, sistema de irrigação etc, orçado em R$ 8 mil. Segundo Renato, ao todo foram destinados a Mato Grosso do Sul 115 kits. Além de Três Lagoas, que recebe as 25 unidades, os municípios de Inocência, Água Clara, Campo Grande e Selvíria também foram contemplados. Dez kits foram comprados através de uma parceria com a Eldorado Brasil. A empresa apoia dois blocos, inicialmente, em Três Lagoas e em Selvíria. 

PRODUÇÃO
Nesta linha de fazer com que o pequeno produtor caminhe sozinho, o projeto Pais prevê algumas regras, todas previstas em convenio assinado entre Fundação Banco do Brasil e produtores. Entre elas, a obrigatoriedade de produzir. As famílias, segundo Renato Carrato, são monitoradas por cinco anos. Se nesse período a produção parar, o beneficiado perde o kit, que é levado para outra pessoa. “Quando começamos no Cinturão Verde, recebemos 10 kits. Mas um produtor perdeu o kit depois de dois anos. O material que restou foi levado para o projeto social da Missão Salesiana”, completou Renato. 

No Estado, 350 agricultores familiares participam do projeto. Pelo projeto, o produtor consegue ter uma renda de até R$ 32 mil/ano, sendo que R$ 20 mil é oriundo do abastecimento de escolas, R$ 4,8 mil da Conab e o restante para abastecer órgãos da União. Além disto, uma lei federal prevê um acréscimo de 30% no valor final do produto com certificado de cultivo orgânico. 

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