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ELEIÇÕES

Paulo Matos diz que PSC rejeita fundo eleitoral e anuncia pré-candidatura

Presidente estadual do partido confirma disputa pela Prefeitura de Campo Grande, com campanha falando a verdade ao cidadão

20 OUT 2019 - 05h:30Por Otávio Neto

O presidente estadual do PSC, Paulo Matos, reafirmou em entrevista ao quadro “Cenário Político CBN”, da rádio CBN Campo Grande, nesta quarta feira(16), que o partido é contra o fundo partidário - dinheiro público liberado pelo governo federal para partidos políticos. A afirmação foi feita em meio a uma avaliação do quadro político o Estado e revelou desejo e disputar o comando da Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2020, com o lema “falando a verdade ao cidadão”. 

O PSL vai lançá-lo como candidato a prefeito de Campo Grande? 
Paulo Matos -
Lógico que nós começamos um desafio. Temos uma história na política de Mato Grosso do Sul e Campo Grande. Fui presidente por quatro vezes do diretório do PP, fiquei 24 anos no partido. Fui secretário especial de projeto da Prefeitura de Campo Grande e de habitação, onde participamos de um projeto altamente reconhecido no Brasil, foram nove prêmios e tivemos um momento onde fomos reconhecidos como primeira capital do Brasil sem favelas e moradias em áreas de risco.  Em 2004 obtive 3.754 votos para vereador em Campo Grande. Não tive exito devido ao desenho da legislação política do nosso país, mas foi uma votação significativa e que me oportunizou a ocupar esses cargos e ter uma experiência administrativa de contribuir para nossa cidade. 

Qual o tamanho do PSC aqui em Campo Grande e em Mato Grosso do Sul? 
O PSC é um partido que está se reestruturando a nível nacional. Temos aproximadamente 22 vereadores e o prefeito de Rio Verde. Nós assumimos  dia 3 de agosto. Eu era filiado ao DEM, onde estava por cinco anos. Nossa função hoje é reaglutinar as forças e apresentar uma nova proposta para o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo é a disputa da prefeitura na capital e para 2022 levar um deputado federal para Brasília e dois deputados estaduais.  

O suposto favoritismo da reeleição do prefeito Marcos Marcelo Trad, do PSD,  não assusta?  
De maneira nenhuma. O que eu penso desse projeto político não é uma coisa de satisfação pessoal. É um sonho de poder morar numa cidade que eu vim buscar quando eu mudei pra cá, há 30 anos. Uma perspectiva de ser uma capital onde o turismo seria uma mola propulsora do desenvolvimento e de riqueza, a agroindústria a grande fonte de geradora de emprego. E se passaram 30 anos e tudo isso continua praticamente engatinhando. Eu quero dar essa contribuição. Esse embate e favoritismo não me assusta, porque minha coragem é a de fazer a diferença. Não tenho medo da disputa. Estou pronto e preparado para debater com qualquer candidato. 

Você é favor ou contra ao fundo eleitoral?  
Eu sou totalmente contra e o PSC também votou por unanimidade da bancada contra o fundo. A política brasileira precisa amadurecer. Os recursos teriam que ser buscados através da sociedade. O fundo não é democrático. Quem detém do dinheiro é o preside e ele dá para quem quer. Dinheiro que é uma fortuna. Colocar bilhões de reais na mão de um cacique partidário. É um absurdo. Vou buscar fazer uma campanha austera para não usar o  fundo. É o seu dinheiro que está sendo gasto com a eleição. Esse dinheiro não faz justiça social.  

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