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TRADIÇÃO

Peixes devem ficar até 20% mais caros em Três Lagoas no período da Quaresma

Movimentação nos estabelecimentos já começou e a tabela de preços do pescado deverá sofrer alteração na próxima semana

20 FEV 2016 - 12h:26Por Kelly Martins

Com a chegada da Quaresma, período de 40 dias que antecede a comemoração da Páscoa, o peixe se torna um dos itens mais procurados no comércio porque, tradicionalmente, católicos deixam de consumir carne vermelha. Os comerciantes de Três Lagoas preveem um aumento de até 20% no preço de pescados. 

A tradição é uma forma de penitência e de oração, entre o Carnaval e Páscoa, que começou no último dia 10, na Quarta-feira de Cinzas. O encerramento será  no Sábado de Aleluia, dia 26 de março. 

A movimentação nos estabelecimentos já começou e a tabela de preços do pescado deverá sofrer alteração na próxima semana. 

Isso porque grande parte dos comerciantes ainda abastece os estoques. “Esta semana fechamos a compra do pescado e percebemos o aumento nos preços e também na demanda. A partir dos próximos dias, acredito, que a procura será maior”, disse Lúcio Fatori, gerente de supermercado.

PREFERÊNCIAS
As espécies de peixes mais vendidas, conforme pesquisa feita pela reportagem em três supermercados, são tilápia, pintado, pacu, merluza, salmão e bacalhau. 

A média de preços varia atualmente entre R$ 22 o quilo de pintado, por exemplo, R$ 18, o quilo de tilápia e R$ 39, o de bacalhau. 

Todos os estabelecimentos preveem que os valores ainda devem subir. Assim, antecipar a compra se torna uma saída para economizar. Apesar do aquecimento nas vendas, os comerciantes não estão muito otimistas devido ao período econômico que o país enfrenta. Para a maioria, o fluxo maior de consumo acontecerá na Semana Santa, que começa no dia 21 de março. 

É o que aponta o presidente da Colônia de Pescadores de Três Lagoas, Antônio Farias, ao destacar também que a comercialização ficará mais intensa após o período da piracema, que termina no final de fevereiro. A previsão do setor é de aumento de 30% a 40% na venda. “A procura pelo pescado ainda está baixa e acreditamos que ficará maior quando ficar próximo à Semana Santa”, avaliou.

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