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TRêS LAGOAS

PF conclui buscas na Eldorado Brasil e apreende documentos

Mandado de busca e apreensão na empresa de celulose de Três Lagoas durou três horas e meia

11 MAI 2017 - 10h:34Por Ana Cristina Santos

Uma equipe da Polícia Federal de Três Lagoas apreendeu na manhã desta quinta-feira (11) na fábrica de celulose Eldorado Brasil, no município, um malote com documentos. O mandado de busca e apreensão na sede da empresa durou cerca de três horas e meia, iniciou às 6h e foi concluído por volta das 9h30.

De acordo com o delegado da PF de Três Lagoas, que cumpriu o mandado, Caio Martins, apernas documentos foram apreendidos na empresa. Uma coletiva de impressa será realizada nesta manhã, em Campo Grande, onde todos os detalhes da operação serão divulgados.

A apreensão dos documentos em Três Lagoas faz parte da 4ª etapa da Operação Lama Asfáltica, denominada Máquinas de Lama, desencadeada pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e a Receita Federal. Em nota,  a Eldorado confirma que a Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas dependências em Três Lagoas. A companhia diz que está segura de que a questão será esclarecida e afirma que todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade. "A empresa se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais".

Segundo a PF, a investigação tem como objetivo desbaratar organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão preventiva, nove mandados de condução coercitiva, 32 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

Além de Três Lagoas, no Estado, as medidas também foram cumpridas em Campo Grande ,Nioaque e Porto Murtinho. A medida ocorreu ainda em São Paulo e Curitiba (PR), com a participação de aproximadamente 270 policiais federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.

NOVA FASE

Ainda de acordo com a PF, esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas, as quais permitiram aprofundar o conhecimento nas práticas delituosas da organização criminosa.

Segundo a polícia, restaram ratificadas as provas de desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e o uso de documentos ideologicamente falsos a justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.

Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. As investigações demonstraram que estas negociações eram, em sua maioria, fictícias, com o único propósito de aparentar uma origem lícita aos recursos financeiros. Em virtude deste estratagema criminoso, esta fase da operação foi batizada de Máquinas de Lama.

Ainda de acordo com as investigações, detectaram-se também novas motivações para o pagamento de propinas aos servidores públicos e a consequente tentativa de lavagem de dinheiro, dentre os quais a obtenção de benefícios e isenções fiscais. Entende-se que os prejuízos causados pelo grupo criminoso ao erário, levando-se em consideração os sobrepreços e desvios em obras públicas e as propinas pagas a integrantes da organização tem um valor aproximado de R$ 150 milhões.

Matéria editada para informações de acréscimos às 11h20

 

 

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