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BIOMASSA

Plantas aquáticas de balneário servirão para produção de bio-óleo

Instituto Senai de Inovação em Biomassa vai realizar limpeza em rio

13 NOV 2020 - 07h:54Por Da redação

O Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), em Três Lagoas, inicia, na segunda-feira (16), um mutirão de limpeza no trecho do Rio Sucuriú, no balneário municipal, para controlar a biomassa das macrófitas, que são plantas aquáticas. Essas plantas que serão coletadas durante esse trabalho servirão para a produção de bio-óleo. Segundo o pesquisador bolsista especialista visitante do ISI Biomassa, Fernando Alves Ferreira, esse trecho do rio é uma área considerada como ponto de execução de práticas de controle e manejo das macrófitas aquáticas, principalmente nos locais onde os banhistas utilizam para lazer.

Mínimo impacto

A ação busca retirar de forma pontual as plantas aquáticas com mínimo impacto na qualidade de água e na fauna associada para evitar problemas na navegação e garantir o lazer dos banhistas que frequentam o balneário. “Inicialmente as macrófitas aquáticas serão prospectadas manualmente para ter impacto mínimo. Para isso, utilizaremos uma balsa coletora e essas plantas ficarão em processo de secagem a pleno sol nas áreas do balneário. Depois esse material será recolhido e enviado ao ISI Biomassa para as rotinas de processamento e obtenção do bio-óleo”, detalhou Fernando Ferreira.

Forma inovadora

Ele ainda destacou que a ação é uma forma inovadora sustentável com o objetivo de dar um aproveitamento nobre à biomassa de macrófitas aquáticas retiradas e que eram anteriormente levadas ao aterro sanitário, não tendo nenhuma utilidade.“Essa ação promove equilíbrio ambiental no sistema aquático, pois retira parte das biomassas excedente de espécies consideradas invasoras como Egeria najas (rabo-de-gato), Eicchornia crassipes (aguapé), Typha domingensis (taboa), aumentando a riqueza de espécies de macrófitas de espécies com crescimento mais lento”, finalizou o pesquisador.

Bio-óleo

O ISI Biomassa iniciou em julho de 2019 um projeto de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a CTG Brasil para utilizar a biomassa das macrófitas, plantas aquáticas que geram impactos na operação das hidrelétricas, na produção de biocombustíveis. Com duração de três anos, o projeto busca estudar uma nova alternativa de destinação dos resíduos das macrófitas, presentes nos reservatórios das hidrelétricas. Por meio da pirólise rápida, um processo de decomposição de materiais aplicando altas temperaturas, é possível obter o bio-óleo, que pode ser usado diretamente como combustível em motores a diesel e alimentar os motores da própria usina ou ainda ser processado e dar origem a produtos de maior valor agregado.

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