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PM prende 13º suspeito de participar da morte de policial

Polícia Civil indicia 19 por participação no crime e formação de quadrilha

17 ABR 2013 - 07h:32Por Redação

Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de Ivan Verdugo Maciel, 32 anos, mais conhecido como “Porvinha”, um dos suspeitos de participação na morte do policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, 60 anos, no dia 6 de março deste ano. A prisão do acusado aconteceu por volta das 17h30 de domingo, em uma residência situada no bairro Jardim Oiti. 

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o suspeito vinha sendo procurado desde o dia do crime. Recentemente, porém, os policiais militares receberam a informação de que ele estava escondido naquela região. Com o endereço nas mãos, a Polícia Militar realizou um cerco policial e entrou na residência. Maciel foi preso no quintal da casa, quando tentava se esconder entre algumas ferragens existentes no local. Aos policiais, o suspeito teria confessado ser membro da facção criminosa responsável por arquitetar a morte do ex-PM e que teria drogas e uma arma em outra residência, já no bairro Nossa Senhora Aparecida. Os policiais foram ao local, onde prenderam um rapaz de 26 anos e apreenderam oito trouxinhas de crack. Ainda na casa, os policiais encontraram, em um pote plástico, mais 55 gramas da droga e um revólver calibre 38 com numeração raspada e municiado. O rapaz teria confirmado que a arma e as drogas eram de Maciel. 

Segundo o delegado Rogério Market Faria, responsável pelo inquérito que apura a morte do policial aposentado, Maciel, além do crime de tráfico de drogas – motivo da prisão em flagrante -, também responderá por participação na morte do policial. Ele, que tem um mandado de prisão preventiva – sem prazo – decretado desde o dia 5 de abril, é acusado pela polícia de ter participado das reuniões que aconteceram para arquitetar a morte do PM. A foto e o nome de Ivan Maciel também estão no organograma divulgado pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros (Garras) no final do mês de março.

INQUÉRITO
Hoje, a Polícia Civil deverá apresentar à Justiça de Três Lagoas o inquérito policial sobre a morte de Otacílio. De acordo com Faria, ao todo, 19 suspeitos foram indiciados por participação no atentado, de forma direta ou indireta. Desse total, 13 já foram presos pela polícia – incluindo a prisão feita nesta semana pela PM. 

 “Assim que identificados os envolvidos, ingressamos com o pedido de prisão temporária. No entanto, depois que as investigações avançaram, solicitamos a prisão preventiva dos suspeitos, que foi decretada no dia 5 deste mês, pela Comarca de Três Lagoas. O pedido foi baseado nas provas levantadas pela polícia, pelo serviço de inteligência da Sejusp e também pelas oitivas já realizadas”, explicou. Esses novos mandados visam garantir que todos os envolvidos permaneçam presos até o julgamento. 

Ao todo, a Polícia Civil, em um trabalho conjunto com o Garras e o setor de inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sejusp), apontou 21 envolvidos no crime. Dois deles estavam cumprindo pena nos presídios de Três Lagoas e Campo Grande. Um deles, Wellington Rosa da Silva, morreu em um confronto com a polícia um dia após o atentado, e o outro ainda não foi identificado pela polícia, apontado apenas pelo apelido de “N-18”. Além disso, a família de outro suspeito registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento. 

Todos os suspeitos, segundo apontaram as investigações, teriam arquitetado o crime em uma demonstração de força do crime organizado em Mato Grosso do Sul. A ordem partiu de ramificações da organização criminosa em estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Otacílio foi morto com vários disparos de arma de fogo em uma emboscada, em frente à residência dele. 

Segundo o delegado, os 19 suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada e também por formação de quadrilha ou bando. A pena para o crime de homicídio pode variar de 12 a 30 anos de reclusão, que poderá ser aumentada pelo agravante de formação de quadrilha.

INVESTIGAÇÕES
Entretanto, as investigações sobre o caso ainda não foram encerradas. Rogério Market explicou que a polícia continuará trabalhando para localizar os foragidos. “Temos foragidos para serem localizados e também os resultados dos laudos que serão encaminhados ao Fórum. Independentemente da conclusão do inquérito, outras diligências poderão acontecer caso haja necessidade”, explicou.

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