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Polícia controla confronto entre sindicatos

Representantes da CUT e da Força sindical entraram em conflito pelo sindicato dos metalúrgicos

8 FEV 2013 - 07h:50Por Arthur Freire/JP

A disputa pelo poder sobre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Metalurgia e Materiais Elétricos de Três Lagoas (STIMMMESM) acabou em conflito com a polícia na noite da última quarta-feira.

O confronto aconteceu no cruzamento entre as ruas Bruno Garcia e Júlio Mancini, no salão de eventos da Vila Vicentina, onde acontecia uma assembleia da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A reunião estava prevista para a 18h, porém, minutos depois a Polícia Militar teve de ser chamada. Conforme o comandante da PM, o tenente-coronel Wilson Sérgio Monari,  ocupantes de, pelo menos, três ônibus do sindicato rival tentavam impedir a assembleia. 

Muitos sindicalistas estavam armados com bombas de fabricação caseira, fogos de artifício, spray de pimenta e atiradores de pedras e bolas de gude. Mais de 20 policiais foram chamados para controlar a situação. “Os participantes entraram em confronto com a PM, atirando pedras e outros objetos e disparando rojões contra os policiais. Tivemos de usar bombas de efeito moral e balas de borracha para conter a situação. Um policial militar teve um ferimento leve na perna”, completou Monari.

Depois da situação controlada, o que levou algumas horas, a PM vistoriou os ônibus dos sindicalistas, onde foram encontrados facas, atiradores e explosivos de fabricação caseira com pregos no interior. A vistoria, segundo o comandante da PM, aconteceu já na saída para o Estado de São Paulo, quando os ônibus retornavam para suas cidades.
O tempo necessário para controlar a situação pode ser baseado pelo registro do boletim de ocorrência. Pelo BO, o tumulto teve início por volta das 18h50, mas só foi registrado na Polícia Civil por volta das 2h de ontem, segundo o delegado Paulo Rosseto, da 1ª Delegacia de Polícia.

Ao todo, dez pessoas foram detidas e levadas para a Polícia Civil por terem incitado o confronto ou por portar algum tipo de explosivo.  Entre elas, um policial civil do Estado de São Paulo que estava armado . “Esse policial tinha uma pistola cedida pela instituição. Não há crime até aí, já que todo policial tem o direito de andar armado. Mas será investigada a participação dele neste conflito”, completou Rosseto. O policial é sindicalizado.

Além disso, entre os detidos havia pessoas de Campinas, São Paulo e até de Mauá. Todos foram liberados após prestarem depoimento. 

Confira a matéria completa na edição Nº 5.131, de 8 de fevereiro, do Jornal do Povo.

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