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DEFESA

Polícia Militar apresenta plano contra 'Novo Cangaço'

Comandante afirma que Três Lagoas não está imune a crimes praticados em bando

2 JUL 2019 - 19h:37Por Ana Cristina Santos

O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas, major Ênio de Souza, apresentou durante sessão da Câmara de vereadores nesta terça-feira (2), um plano de defesa para o município contra o crime organizado.

Durante a sessão o comandante usou a tribuna da Câmara e deu detalhes do plano que visa combater a modalidade de crime em bando, conhecida como Novo Cangaço, que tem ocorrido no país, inclusive nos municípios da região de Três Lagoas, citando como exemplo ações desse tipo que ocorrem em Paranaíba, Chapadão do Sul, bem como em cidades do interior de São Paulo, Goiania e Minas Gerais.

O comandante disse que Três Lagoas não está imune a esse tipo de crime, já que em outubro do ano passado, a Polícia Militar conseguiu desmantelar uma grande quadrilha, com as prisões dos chefes das organizações criminosas, evitando que ação ocorresse.

O major destacou que esse tipo de crime é ruim para a cidade, pois proporciona uma sensação de insegurança para a sociedade. Esses tipos de criminosos, de acordo com o comandante, barra a reação policial, isolam os quartéis da PM, enquanto outro grupo rouba bancos, caixas eletrônicos e até resgata presos.

Por esse motivo, o comando do 2º Batalhão elaborou o plano que visa promover uma integração entre as forças policiais e a sociedade civil organizada, como meio de garantir a segurança comunitária e combater ações contra a modalidade de crime em bando.

Ênio disse que o plano foi apresentado para diversos segmentos da sociedade, e que estava faltando a Câmara de Vereadores, que representa a boa parte da população.

O 2º Batalhão pretende ordenar ações previamente, entre si e a sociedade, criando uma rede de apoio que visa quebrar o planejamento feito pelos criminosos e evitar confrontos em áreas que possam afetar a comunidade do entorno.

Como resposta, foram citadas medidas já adotadas pela PM, como a criação de um canil e de reuniões com setores econômicos presentes no município. A ideia, segundo o comandante, é evitar situações de crise, como já ocorreu em outros municípios. “As forças ficam de mãos atadas por não ter planejamento. O sucesso depende da integração”, defendeu.

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