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Prefeita defende construção de contorno rodoviário

Márcia disse que Três Lagoas não pode abrir mão de um anel rodoviário

27 MAI 2013 - 08h:19Por Arthur Freire
Apesar da manifestação contrária de alguns empresários em relação à construção do contorno rodoviário, a prefeita Márcia Moura (PMDB) não se intimidou e disse que Três Lagoas não pode abrir mão de um anel rodoviário, obra que julga de extrema importância para a continuidade do desenvolvimento do município.
 
A prefeita, no entanto, sensibilizou-se com a preocupação dos empresários que possuem estabelecimentos comerciais na avenida Ranulpho Marques Leal, uma vez que eles temem ter prejuízos com o desvio da BR-262 do perímetro urbano. Márcia disse que é possível encontrar alternativas para que isso não aconteça. Ressaltou que, em primeiro lugar, vem a segurança da população. “Contra fatos e números não há argumentos. E os números mostram que a quantidade de acidentes que ocorrem nessa avenida é muito grande. Eu, como prefeita, tenho que, em primeiro lugar, proteger a população”, destacou.
 
Durante reunião técnica realizada na manhã de sexta-feira para apresentar o estudo de viabilidade para a construção do contorno rodoviário, representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentaram dados que comprovam a necessidade de algumas mudanças para resolver os conflitos entre fluxo urbano e interurbano e, consequentemente, reduzir o número de acidentes registrados nesse trecho da BR-262 e BR-158.
 
De acordo com o superintende da PRF, Ciro Vieira Ferreira, a avenida Ranulpho Marques Leal é uma via considerada crítica em razão da quantidade de acidentes que vem ocorrendo . Por esse motivo, a instituição defende a construção do contorno rodoviário que, segundo o superintendente, contribuirá para reduzir o número de mortos e feridos em acidentes registrados nesse trecho. 
 
Segundo o chefe de operações da 8ª Delegacia da PRF, Evanderlei Lúcio da Silva, nos últimos anos o número de acidentes vem crescendo muito nesse trecho da BR-262 e no acesso à BR-158.  A média de acidentes, há quatro anos, era de 300 por ano nesse perímetro.  Em 2011, foram registrados 450; em 2012, 560 e neste ano a projeção é de que ultrapassem os 600 acidentes registrados.
 
POLÊMICA
A reunião técnica, realizada ontem para a apresentação do estudo de viabilidade do contorno rodoviário, foi marcada por polêmica e manifestação contrária por parte de alguns empresários que possuem investimentos na Ranulpho Marques Leal. No entanto, todos os órgãos ligados à segurança pública, como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, PRF e Departamento Municipal de Trânsito defendem esse empreendimento.
 
Em razão de toda a polêmica, a prefeita propôs uma nova reunião dentro de 15 dias, para que os empresários que se sintam prejudicados apresentem alternativas a fim de que a BR-262 não seja desviada da avenida Ranulpho Marques Leal.
Apesar de concordarem com essa decisão, representantes do Dnit deixaram claro que não há outra alternativa a não ser construir esse contorno rodoviário.  Entretanto, o superintendente do órgão no Estado, Euler José dos Santos, disse que um empreendimento como esse só ocorre se a comunidade concordar.
 
O engenheiro do Dnit em Três Lagoas, Milton Rocha Marinho, ressaltou que vários municípios estão lutando para ter um anel rodoviário para desafogar o trânsito no perímetro urbano e, em contrapartida, alguns empresários do município estão contra.  Marinho informou que o contorno rodoviário terá aproximadamente 22 quilômetros de extensão. A estimativa é de que a obra custe aproximadamente R$ 100 milhões.  Em razão desse trecho da BR-262 ter sido considerado crítico pelo Ministério do Planejamento e Transporte, Marinho disse que já foi determinada a rubrica de recurso para a execução desse complexo rodoviário, que levaria cerca de dois anos para ser construído. 
 
O deputado federal Akira Otsubo (PMDB), que também esteve presente à reunião de ontem, disse que são investimentos importantes para Três Lagoas, mas, por outro lado, é preciso ouvir os empresários. “Acredito que chegaremos a um acordo em relação a essa questão”, frisou. 
 

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