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TRêS LAGOAS

Prefeito vai manter decreto mesmo após fala de Bolsonaro

Ângelo Guerreiro diz que vai manter restrições para evitar propagação do novo coronavírus

25 MAR 2020 - 09h:43Por Ana Cristina Santos

O prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro (PSDB), disse em entrevista ao jornal "RCN Notícias", da TVC HD - Canal 13.1 e rádio Cultura FM, nesta quarta-feira (25), que vai manter o decreto municipal publicado nesta semana, com prazo de 15 dias, que restringe o funcionamento do comércio e demais repartições do município.

A declaração veio em resposta ao pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) que, em pronunciamento nesta terça-feira (24), disse que a Covid-19 "não passa de um resfriadinho" e que escolas e comércios não deveriam ser fechados.

Guerreiro disse que respeita o posicionamento de cada um sobre o assunto, mas que vai manter o decreto com as recomendações para evitar a propagação do novo coronavírus.

Segundo Guerreiro, a fala do presidente vai na contramão da própria recomendação do Ministério da Saúde, de que é para manter o isolamento social, evitar aglomerações e intensificar as ações de prevenção.

O prefeito disse que, para gestores, a situação é ainda mais difícil diante das medidas que precisam tomar, que geram impactos, inclusive na economia.

Guerreiro destacou que não tem conseguido dormir nos últimos dias diante dessa situação, mas que nesse momento precisa pensar na coletividade e na saúde da população. “Sabemos das dificuldades, mas esse é um momento de pensar no próximo, não podemos colocar as crianças, os idosos, enfim as pessoas estão no grupo de risco, como nós todos, em perigo, seria negligência da nossa parte”, destacou Guerreiro.

O prefeito, no entanto, adiantou que o decreto deve ser revisto. “Vamos analisar caso a caso”, adiantou.

Guerreiro frisou que os moradores têm contribuído para evitar a propagação do vírus, tanto que, em Três Lagoas não tem nenhum coso confirmado no momento, e apenas nove notificados ,sendo que sete já foram descartados. “Conforme o ministro da Saúde disse, o pico da doença é em abril, então temos que continuar fazendo a nossa parte, vamos manter a prevenção para evitar que esse índice aumente. Sabemos que a economia  tem sido afetada, mas a vida é mais importante”, destacou.

 

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