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Prefeitura e hospital decidem por gestão compartilhada

Prefeitura irá indicar um contador e um diretor técnico que vão acompanhar as finanças junto ao hospital

15 DEZ 2012 - 08h:10Por Redação

A partir do dia 1º de janeiro do próximo ano, a administração do Hospital Auxiliadora de Três Lagoas será compartilhada com a Prefeitura. A decisão de representantes do Executivo Municipal ajudar na administração do hospital, entidade filantrópica, aconteceu na manhã de ontem, durante reunião realizada no gabinete da prefeita. A Prefeitura irá indicar um contador e um diretor técnico que vão acompanhar as finanças junto ao hospital. Foi acordado também que será criado um Conselho, o qual será formado pela sociedade civil e terá atribuições de caráter administrativo no Auxiliadora.

Esse acordo aconteceu após várias reuniões realizadas para discutir a contratualização com o hospital. Na manhã de ontem, foi “batido o martelo” de que a Prefeitura vai renovar o contrato com o Auxiliadora para continuar prestando atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo ano.
Após muitas discussões e polêmicas sobre essa questão, inclusive com o hospital interrompendo o atendimento por alguns dias, só retornando após decisão judicial mediante requerimento da Prefeitura, as partes chegaram a um acordo. A reunião de ontem, contou com a presença da prefeita Márcia Moura, das Irmãs da Congregação mantenedora do Hospital, entre outros representantes da entidade,  como o médico Paulo Verón da Motta pelo corpo cliníco, assim como da Prefeitura e de um consultor que foi contratado para analisar as condições em que se dará a contratualização. Representantes do Conselho Municipal de Saúde também participaram da discussão.
O contrato entre hospital e Prefeitura está expirado, mas em razão de decisão judicial foi prorrogado até 7 de janeiro. Ainda durante a reunião, ficou decidido que a Prefeitura vai tentar viabilizar recursos junto aos governos Estadual e Federal para ajudar o hospital a quitar a dívida existente. Durante reunião do Conselho Municipal de Saúde realizada na última quarta-feira, houve informação de que a dívida  do Hospital chega na casa   de R$ 1,9 milhão.

“Este modelo de gestão foi decidido entre as partes para um novo plano estratégico, podendo assim melhorar alguns setores e ampliar outros. Decidimos tudo pensando no bem estar da população. Os atendimentos continuarão normalmente”, destacou a prefeita Márcia Moura, em nota à imprensa.

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