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TRêS LAGOAS

Distrito Industrial passa por ‘pente-fino’

Prefeitura faz um diagnóstico completo da ocupação das áreas doadas para indústrias

19 AGO 2017 - 06h:20Por Ana Cristina Santos

Um “pente-fino” no Distrito Industrial de Três Lagoas vai apurar a atual situação das áreas que foram doadas para a instalação de empreendimentos no local. Um diagnóstico completo está sendo feito pela equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que analisa quantas e quais indústrias estão instaladas, quantos empregos são gerados por cada uma, bem como um comparativo do tamanho da área doada, com a construída.

O objetivo, segundo o secretário da pasta, Antônio Empeke, é ter um “raio X “ do local, e evitar a ocupação irregular das áreas doadas. Somente neste ano, a prefeitura já retomou três terrenos que foram cedidos para a instalação de empresas nos dois distritos industriais, localizados nas proximidades das rodovias BR-262 e BR- 158, na saída para o Estado de São Paulo.

Nos últimos anos, várias terrenos foram retomados porque as empresas não cumpriram os prazos estabelecidos na lei municipal que concede os incentivos fiscais, como a doação de área para a instalação do empreendimento.  “Existe uma briga muito grande, alguns empresários se sentem prejudicados, mas não cumpriram com a lei. E ao que tudo indica, vamos ter muitas áreas devolvidas”, adiantou o secretário.

O secretário adiantou que, a partir desta gestão, haverá mais cautela na doação de áreas. “O nosso objetivo é dar maior transparência possível nesse processo, e responsabilidade na doação da área. Se a empresa não cumpriu a legislação, a área vai voltar ao município, doa a quem doer. Já estamos comprando ‘briga’ com peixe grande, com grandes empresários que não são de Três Lagoas, mas que terão que devolver porque não construíram, ou alugaram o espaço”, comentou.

Empeke disse que os dois distritos ainda dispõem de áreas para a instalação de novas empresas. “O nosso Distrito Industrial é muito grande, é evidente que precisamos em algumas partes um pouco mais de logística, porque tem lugares que ainda não tem iluminação, não tem asfalto, drenagem, mas se precisar de áreas de vários tamanhos, temos”, informou.

A lei municipal de incentivo fiscal, segundo o secretário, prevê a doação de área para indústria de transformação. No entanto, o secretário entende que é preciso rever a legislação para permitir a doação de área para central de distribuição de logística- as chamadas indústrias complementares. 

Antônio Empeke comentou que os empresários continuam procurando o município para investir na cidade. Nove empresas , segundo ele, já procuraram o município. Dessas, duas pretendem investir recursos próprios, não dependem de financiamento para iniciar as obras. “Em virtude dessa instabilidade política, econômica e nacional, estão pedindo um pouco mais de tempo. Então, os empresários estão tendo um pouco mais de cautela. Se não fosse essa instabilidade, os investimentos já estaria acontecido”, destacou.

A instalação de uma cervejaria no município, segundo o secretário, depende de resolver a doação de uma área no Cinturão Verde. O problema, conforme ele, esbarra nas famílias que moram no local. “Ali é uma situação muito complexa, já conversamos com os promotores sobre isso. A grande maioria não está regularizada, foi invadida, pouca produção, mas tem aqueles que produzem. O prefeito está sensibilizado com essa situação e não pretende deixar  as pessoas desamparadas”, comentou.

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