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POPULAÇÃO CARCERÁRIA

Presídio atinge capacidade máxima

Juiz responsável pela execução de penas de prisão decide proibir o recebimento de presos de outras cidades

24 AGO 2019 - 07h:54Por Ana Cristina Santos

O presídio de segurança média de Três Lagoas continua superlotado, com quase o triplo de sua capacidade, que é de 250 internos. E, em um ano, recebeu mais 52 presos. Em agosto do ano passado, o Jornal do Povo mostrou que o presídio abrigava 680. Atualmente, são 732, segundo dados do Poder Judiciário de Três Lagoas. 

De acordo com o juiz da 1ª Vara Criminal, Rodrigo Pedrini Marcos, apesar da superlotação, a situação do presídio pode ser considerada normal e em situação relativamente tranquila. “Não há insatisfação, exagero da massa carcerária, problema de falta de alimentação, atraso em processos. A situação pelo que se vê no Brasil a fora, aqui está relativamente tranquila. Aqui os presos têm oportunidade de trabalhar e estudar dentro do presídio”, destacou.

Pedrini justificou que o aumento de presos é resultado de dois fatores. O primeiro se deve ao trabalho das polícias, o que tem levado muitos criminosos para a cadeia e contribuído para a redução no índice de criminalidade, e também devido a transferência de presos de cadeias de outras cidades que estão superlotadas, para Três Lagoas.

Para evitar problemas por conta da superlotação, o juiz adiantou que não permitirá o recebimento de presos de outras cidades no presídio local, exceto mediante troca com outros presidiários, para evitar que pessoas da cidade, caso presas, tenham que ser levadas para outros municípios. 

“Estamos com 732. Nunca tivemos um número tão alto. Acima de 700 presos pode ensejar no problema, por exemplo, da falta de água, de comida, entre outras situações. Mas, já estamos tentando equalizar [a superlotação] com a Agepen” - agência que administra presídios no Estado.

De acordo com o juiz, pelo custo elevado, Três Lagoas não comportaria mais um presídio, mas poderia, segundo ele, haver a ampliação do atual, tanto que já está prevista a construção de mais um pavilhão na penitenciária. 

Em relação aos demais presídios, informou que houve um aumento no número de internos do semiaberto. Em agosto do ano passado eras 206 e agora, 230. No feminino havia 80, mas o número aumentou para 203 devido à transferência de presas que estavam em delegacias, principalmente de Dourados.

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