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Grávidas: principais riscos de contrair dengue

Contrair a doença durante a gestação pode ser um risco tanto para a mulher quanto para o bebê

26 MAI 2019 - 07h:05Por Tatiane Simon

O mosquito Aedes aegypti tem assustado as gestantes há alguns anos, quando o surto do zika foi relacionado a casos de microcefalia entre bebês cujas mães foram infectadas na gestação. Porém, esse inseto também ameaça a gravidez de outras formas. A dengue na gravidez é perigosa, pois a coagulação sanguínea fica diminuída e isto pode fazer a placenta se desprender e causar um aborto ou um parto prematuro.

Segundo a farmacêutica, contrair dengue durante a gestação pode ser um risco tanto para a mulher quanto para o bebê. “Para a gestante com o quadro de dengue, ela tem uma redução do número de plaquetas que pode gerar uma coagulação diminuída e o risco de hemorragia, podendo evoluir para uma dengue hemorrágica. O quadro de saúde, neste caso, é muito grave”.

O bebê pode ser afetado em diferentes formas, conforme o período gestacional da mãe. “Se a mulher contraiu dengue no primeiro trimestre da gestação, isso pode causar um aborto. Para idade gestacional mais avançada, os principais riscos envolvem parto prematuro, descolamento de placenta e, até mesmo, um fluxo sanguíneo comprometido para o bebê”, acrescenta Mariana.

O QUE FAZER?
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a gestante deve procurar assistência médica imediatamente em caso de suspeita de dengue (febre acompanhada de dores de cabeça, atrás dos olhos, musculares, nas articulações, cansaço e manchas no corpo) para exame clínico e laboratorial que auxilia na identificação das formas graves. O tratamento para gestante inicialmente é o mesmo: repouso, hidratação oral ou intravenosa para febre e dor. Deve-se evitar a automedicação e procurar assistência médica assim que os primeiros sintomas aparecerem.

Da mesma forma, nos casos mais graves é preciso internação, de preferência em unidades que possam atender complicações maternas e que estejam aptas a detectar problemas na gravidez (maternidades de alto risco fetal). Nos casos em que a mulher esteja amamentando, essa deve ser estimulada mesmo em casos de confirmação da doença, pois o vírus da dengue não é transmitido pelo leite materno. 

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