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TRêS LAGOAS

Professores de Arte participam de formação étnico-racial

Curso é promovido pelos professores da UFMS com o apoio da Secretaria de Educação

15 OUT 2018 - 15h:30Por Da redação

Com o intuito de proporcionar reflexão sobre o tema “preconceito e racismo” e debater o tema da educação das relações étnico-raciais promovendo o reconhecimento e valorização da cultura e de todas as questões que envolvam a identidade negra, aproximadamente 40 professores de Arte da Rede Municipal de Ensino (REME) de Três Lagoas, participarão durante todo este mês de uma formação étnico-racial promovida pelos professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC).

Para o professor mediador e coordenador de Ensino Fundamental II de Língua Inglesa, Fernando Potin, “estudos como estes são primordiais, pois desta forma eles conseguem repassar para os alunos a importância desta relação étnico-racial, para que cresçam sem nenhuma forma de preconceito ou racismo na escola e consequentemente na vida”, disse.

OBJETIVO DO PROJETO

Segundo a coordenadora e professora, Ione da Silva Cunha Nogueira, o objetivo do projeto é levar os professores e demais profissionais de Educação Infantil e Primeiros anos de Três Lagoas/MS a reconhecerem a importância e a necessidade da educação para as relações étnico-raciais, bem como da rejeição de qualquer forma de preconceito e racismo na escola.

Ainda de acordo com Ione, a educação para as relações étnico-raciais tem sido uma exigência legal e professores de todos os níveis da educação básica devem estar preparados para trabalhar com essa questão. “É também uma exigência ética do trabalho do professor, pois detectar e combater todas as formas de preconceito e racismo dentro da escola e mais especificamente da sala de aula é também uma questão de educação para defesa dos direitos humanos”, explicou.

Para Ione “o racismo e outras formas de preconceito baseadas nas características fenotípicas estão arraigadas na história do povo brasileiro, por isso, se almejamos a mudança do cenário atual precisamos adotar práticas referenciadas, problematizadas e contextualizadas para que tenham efeito”, disse.

COMO FUNCIONARÁ

Ainda de acordo com a coordenadora professora Ione, o projeto, desenvolvido pelos professores Silvana Alves da Silva Bispo e Christian Muleka Mwewa, viria tanto para a escola quanto para os professores romperem esse pensamento de racismo e preconceito, a partir de uma concepção que permita a construção afirmativa de positiva da identidade racial das crianças. “Elas são sujeitos históricos, participantes e ativos e é necessário que se orgulhem se suas culturas e de seus pertencimentos étnicos-raciais”, explicou.

Entre as atividades desenvolvidas com os professores durante os quatro encontros da formação estão: proporcionar reflexão sobre o tema “preconceito e racismo”, por meio de debates provocados a partir de notícias de jornais, revistas e projeção de vídeos; promover o reconhecimento e valorização da cultura e de todas as questões que envolvam a identidade negra, apresentando as diversas heranças da cultura africana presentes em nossa sociedade, revelando a beleza e originalidade de cada uma e apresentar o relato da história de Abayomi, por meio da entrega de um livreto ilustrado e da confecção da boneca de pano.

 

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