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Promotores recebem cartas de apoio após ameaça de morte e investigação

Casos se referem a um processo da Vara da Infância e a uma reportagem na internet

23 MAI 2018 - 18h:35Por Valdecir Cremon

Os promotores de Justiça Ana Cristina Carneiro Dias e Antônio Carlos de Oliveira receberam duas cartas de apoio assinadas por moradores de Três Lagoas em desagravo contra campanhas de difamação e uma ameaça de morte. Os documentos circulam na cidade desde o início da semana e possuem adesão de líderes de entidades, policiais, advogados e sindicalistas.

A carta em referência à promotora é relacionada a uma sequência de postagens e atos públicos de difamação contra ela e o Ministério Público no caso de uma mãe que perdeu a guarda de dois filhos por falta de condições de cuidar das crianças, no início do ano passado.

Uma suposta ameaça de morte contra ela foi revelada em delação de parentes de Maika Luzia Gomes Romão de Almeida, de 21 anos, presa no dia 12 de maio. Maika é mãe das crianças, levadas à adoção por ordem judicial.

Em nota, a associação de promotores do Estado diz que Maika possui relacionamento com "pessoas de elevada periculosidade", sem citar nomes nem facções criminosas. O advogado dela Rodrigo Narcizo dos Santos pediu a liberdade da cliente, sem sucesso, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

"Eu assinei porque a doutora Ana Cristina é empenhada em defender nossas crianças; trabalha com amor pelo que faz e é extremamente responsável", disse a secretária municipal de Assistência Socia, Vera Helena Pinho, que assinou o documento. A diretora de escola Lourdes Neres de Souza disse que "ela é totalmente preocupada com a causa da criança e do adolescente em Três Lagoas" em referência à promotora.

Ana Cristina Carneiro disse que recebeu "com satisfação" a montagem da carta. "Eu trabalho com a dedicação que o cargo exige e fui vítima de uma série de ameaças e difamação simplesmente porque desempenhei meu trabalho", disse.

MOTOSHOW

O caso em que Antônio Carlos de Oliveira responde a um procedimento da corregedoria estadual do MP foi motivado por uma reportagem publicada em um site, na internet, em 2014, após a realização de um evento de motociclistas, promovido por um clube em que o promotor era presidente.

Desentendimentos com a Polícia Rodoviária Federal, à época, geraram um debate sobre a presença de motociclistas às margens da rodovia BR-262, onde fica uma arena de eventos construída com recursos do "Motoshow", realizado consecutivamente por 14 anos e extinto em 2015.

Além da arena, receitas obtidas com o evento de motociclistas também foram utilizados em obras em um hospital filantópico e em uma entidade de apoio a pacientes de câncer da cidade, entre outras.

A publicação denigre a imagem de Antonio Carlos, desconsiderando a importância social do evento, além de atração de lazer, segundo afirmado em cartas emitidas por entidades de classe, advogados e autoridades da cidade. 

Por conta da sindicância, que é pública, o promotor recebeu uma advertência do Ministério Público no ano passado. Procurado pela reportagem, Antônio Carlos preferiu não dar entrevista. 

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