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DESAFIO

Quase metade das casas não tem rede coletora de esgoto em Três Lagoas

Expansão da cidade deixa para trás quase metade dos moradores sem esgoto; ampliação de redes é um dos desafios da gestão pública

8 JUL 2017 - 07h:53Por Ana Cristina Santos

A universalização do acesso ao esgotamento sanitário é um desafio para Três Lagoas, como meio de ampliar a qualidade de vida da população. O estudo Programa Cidades Emergentes e Sustentáveis (CES), que culminou na elaboração do Plano de Ação Três Lagoas Sustentável, entregue à prefeitura em dezembro do ano passado, revela que menos da metade da população - 47%, correspondentes a 20.275 ligações – tem acesso às redes de coleta de esgoto que pertencem à estatal Sanesul.

Hoje, a empresa trata apenas 30% de resíduos coletados em seu sistema, conforme as normas nacionais, segundo o estudo que somou dados levantados durante um ano por técnicos de empresas especializadas.
A ampliação da rede coletora – exigência cada dia maior com a expansão da cidade e aumento de sua população - é um dos desafios que o município tem a enfrentar, conforme mostrado neste mês em edição especial da Revista Jornal do Povo, referente aos 102 anos de Três Lagoas. Reportagem sobre o tema mostra que a maior parte da população é obrigada a usar fossas sépticas e outros tipos de destinação de esgoto inadequados e ineficientes, apesar de obras executadas nos últimos dois anos.

O Plano Municipal de Saneamento Básico projetou como meta de ampliação e melhorias atender, até 2021, cerca de 80% da população com coleta, tratamento e destinação adequada do esgoto.
Ao Jornal do Povo, a Sanesul afirma que o percentual de ligações de água na cidade chega a 99% das moradias e o de esgoto a 67,15%, e que a cobertura deve aumentar com a conclusão de obras que estão andamento.

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 57,4 milhões, em recursos próprios e do governo federal, em obras já prontas e as que estão em andamento, no período de 2015 a 2018.
As obras são a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jupiá, que irá aumentar a capacidade de tratamento em 70 litros de esgoto por segundo; a instalação de aproximadamente 290 mil metros de rede coletora e cerca de 13,5 mil ligações de esgoto nas casas.

Também está em execução, com 35% de seu cronograma, a ampliação da ETE São João, que irá tratar mais 100 litros de esgoto por segundo. 

Transtorno
A ampliação da rede coletora de esgoto, no entanto, tem ocasionado transtornos na cidade. A importância da obra ninguém discute. A grande reclamação em Três Lagoas, porém, é o rasto de buracos e valas deixados pelas empreiterias contradas pela Sanesul para a execução do serviço.

Além de grave, o problema é antigo, mas que se agravou de 2015 para cá, devido as obras para a expansão do esgoto. Em algumas ruas são nítidos os cortes e desnível no pavimento. Além dos transtornos causados a motoristas, a estatal “obrigará” a prefeitura investir em recapeamento.

O serviço de tapa-buracos, feito com massa fria, não tem sido suficiente para deixar as ruas em boas condições de tráfego, como antes dessas obras. A nova administração municipal, no entanto, tem cobrado um serviço com mais qualidade.

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