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EXPORTAÇÃO

Queda no preço da celulose derruba balança comercial

Volume total de vendas ao exterior nos quatro primeiros meses deste ano ficou quase US$ 40 milhões abaixo do apurado no período em 2015

3 JUN 2017 - 07h:57Por Ana Cristina Santos

A queda de 11% no preço internacional da tonelada de celulose derrubou – e já pode ter comprometido – a balança comercial de Três Lagoas neste ano. Reflexo da maior oferta do produto e da diminuição de consumo em um terço dos principais países importadores, a redução de US$ 449,15 para US$ 399,97 fez o volume total de vendas ao exterior, janeiro a abril deste ano, ficar quase quarenta milhões de dólares abaixo do apurado no período em 2015 e R$ 488 milhões menor que o dos quatro primeiros meses do ano passado.

Os cálculos são do NPE (Núcleo de Pesquisas Econômicas), instalado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Três Lagoas em 2015. De lá pra cá, o órgão acompanha a evolução da balança comercial da cidade, com atenção especial à commoditie, que é o principal produto exportado na cidade.

Além da perda de valor, a redução de compras de China, Itália Holanda afetou o resultado. Os três mercados figuram entre os maiores compradores da produção de fábricas três-lagoenses. A China, por exemplo, consome sozinha mais de um terço de tudo o que sai das unidades das empresas Fibria e Eldorado. A perda de ritmo de crescimento do país asiático afetou as vendas.

Relatório do NPE não faz referência à entrada no mercado de novas fábricas de celulose nem ao aumento da concorrência internacional como causas da queda na balança. No Brasil, o grupo Suzano inaugurou sua terceira fábrica em 2016, em Ortigueira (PR), e um grupo de investidores pôs em funcionamento uma indústria de celulose na Tailândia.

Foi a soma destes fatores que influenciou o resultado global de 2016 (US$ 603 milhões), com perda de 22% em comparação ao saldo do ano anterior (US$ 774,3 milhões). A queda do ano passado freou uma evolução positiva inaugurada em 2013 após seis anos de resultados negativos – exceto o de 2010, que teve saldo de US$ 132 milhões. 

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