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EDITORIAL

Questão de segurança

Leia o Editorial publicado na edição do Jornal do Povo deste sábado (6)

6 JUL 2019 - 07h:10Por Redação

A  iluminação pública de Três Lagoas é, historicamente, alvo de críticas, avaliações e sugestões de melhoria. O uso de antigas luminárias a vapor de sódio e de mercúrio, insuficientes há vários anos para as necessidades da cidade, é criticado por quem vê na deficiência do serviço uma facilitação para ações de marginais e até mesmo de quem se envolve em infrações de trânsito, por exemplo.  

Depois de atravessar grande parte de sua história com a então comum falta de energia elétrica - problema enfrentado por todo o país até meados do século 20 - e depois de transformar em sede de uma hidrelétrica de grande potência, Três Lagoas ainda é uma cidade escura. Ruas e avenidas não possuem sistema de iluminação suficiente ou obrigatória em uma região do país em que a noite “chega” mais depressa em virtude de seu posicionamento geográfico e também pelo modelo de ocupação de espaços urbanos. 

Estudo encontrado nos arquivos da UFMS, datados de 1991, mostram que a iluminação insuficiente já causava incômodos. O aumento da criminalidade, por exemplo, era creditado, em parte, à facilitação para a ação de marginais. E, mesmo quase 30 anos depois, a situação não mudou muito. 

Hoje, com o aumento considerável do número de veículos nas ruas - 85 mil são registrados na cidade, segundo o Detran -, acidentes de trânsito ocorridos em vias com iluminação deficiente são de difícil avaliação quando a escuridão favorece o infrator. E não são raros. Um deles, no início deste ano, matou uma pessoa em um trecho de avenida em que as luminárias estariam apagadas. Pequenas batidas, então, se perdem na baixa luminosidade do antigo mercúrio.

A troca da iluminação por sistemas compostos por lâmpadas de LED deve começar, em breve, na revitalização da avenida Clodoaldo Garcia, zona Sul da cidade. A via deve ganhar outros benefícios, como melhora da sinalização de trânsito e arborização, mas certamente será pela iluminação mais eficiente que se destacará entre as demais.

O investimento, contudo, deve gerar um novo “problema” à administração municipal: a população começará a cobrar a instalação de luminárias mais eficientes em toda a cidade. E não será por menos. Trata-se de questão de segurança bem mais importante que a estética ou da valorização dos imóveis. Mais luz e menos ações de bandidos na escuridão.

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