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EDITORIAL

Reformas necessárias

Editorial do Jornal do Povo deste sábado aborda reformas adotadas pelos governos federal, estadual e municipal

11 NOV 2017 - 07h:00Por Da redação

Em mais de um ano e meio, boa parte do país convive com avanços e paradas de dois processos de reforma necessárias e urgentes. A trabalhista, que passa a valer a partir de hoje, talvez tenha  superado obstáculos no Congresso Nacional e na goela dos contrários, até agora, de maneira mais simples que o governo imaginava.

A da Previdência segue a solavancos e, se tudo andar bem, será votada só em 2018. Se não, nem no próximo ano, de eleições, impróprio para medidas duras como as que estão listadas no projeto.
No âmbito do governo Temer, outras duas reformas tiveram resultado ambíguo se comparadas com os índices de popularidade do presidente. A liberação do saldo de contas inativas do FGTS e a elevação de teto para financiamento de casas populares para pessoas com renda acima de R$ 3,5 mil foram pontos positivos para a economia começar a deslanchar. 

Como resultado destas reformas, o país desfruta a expectativa de ser este o Natal mais gordo dos últimos quatro anos. É isto o que preveem economistas, federações da indústria, comércio e de prestadores de serviço - que poucas vezes erraram historicamente em previsões do tipo. 

Para Mato Grosso do Sul, o Natal deste ano só não será melhor porque faltaram alguns ingredientes em uma receita que tinha tudo para dar certo e alavancar de vez a economia de todas as regiões do Estado, e não apenas a privilegiada capital Campo Grande. O recuo do governo Reinaldo Azambuja no corte de impostos incidentes sobre combustíveis, especialmente o diesel, frustrou a expectativa de empresas, empresários e trabalhadores quanto ao abatimento dos custos de transporte e, consequentemente, a esperada injeção de faturamento da cadeia de transporte - o maior gargalo de toda a geração de riquezas do Estado. 

Em tempo: o governo atual havia prometido a renúncia fiscal na campanha eleitoral de 2015, mas trombou com as previsões de orçamento. No comando político-administrativo de Três Lagoas, algumas reformas e minirreformas funcionam no governo de Ângelo Guerreiro. A principal delas é a que estabelece o funcionamento de órgãos públicos burocráticos em expediente comum, de manhã e à tarde, e não apenas até 13h como foi por quase 10 anos, com grandes prejuízos principalmente ao cidadão-contribuinte.

Além desta alteração de procedimentos, Guerreiro mudou de lugar o pivô do controle de gastos: tirou das secretarias e dos super assessores de governos que o antecederam e fixou em sua sala de trabalho. O balanço do ano deverá comprovar que o prefeito está certo em guardar a chave do cofre. É o que se espera. 

A Câmara patinou em manter procedimentos até mudar o horário das sessões da noite para o período da manhã, a partir de terça-feira. Pode parecer pouco, mas também pode ser o início de um tempo de outras mudanças igualmente necessárias. A cidade torce por isso e acredita que é possível fazer ainda mais. Quem sabe para melhorar o Natal de todos. 

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