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ECONOMIA

'Relação' do brasileiro com dinheiro não depende de idade ou salário, diz pesquisa

Estudo identifica cinco perfis diferentes quando o assunto é dinheiro, e gastar ou poupar depende de outros fatores além da quantia

24 JAN 2018 - 06h:30Por Sergio Colacino

Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) identificou que a forma do brasileiro lidar com o dinheiro independe da classe social ou da idade. Segundo o estudo, os resultados mostram que o relacionamento com o dinheiro é um reflexo da visão de mundo das pessoas, da forma como elas encaram a vida, a família e seus relacionamentos pessoais.

A análise identificou cinco perfis diferentes quando o assunto é dinheiro: o construtor, o despreocupado, o camaleão, o sonhador e o planejador. O despreocupado nunca está atento ao dinheiro, mas também não se desespera quando ele acaba. O camaleão tem como característica adaptar os gastos ao orçamento sem pensar a longo prazo. O construtor é o mais disciplinado de todos, mas sem grandes ambições. O sonhador é definido pelo excesso de confiança e por não dar valor às pequenas quantias. Finalmente, o construtor é bem sucedido e que vive dentro da sua realidade.

Para a educadora financeira, Cíntia Senna, a receita para poupar dinheiro é simples: gastar menos. “A partir do momento que eu consigo identificar e conhecer para onde vai meu dinheiro, eu consigo ver que dá para gastar menos e separar essa diferença para aquilo que eu quero, principalmente aqueles sonhos que parecem impossíveis e estão ali, dentro do meu consumo diário”, diz em entrevista à TV Cultura.

Mas nem todos os perfis têm tanta facilidade para isso. Aliás, é difícil encontrar quem consiga ter essa disciplina. Os leitores do JPNEWS participaram de uma enquete nas redes sociais e registraram a dificuldade em guardar dinheiro. A manicure Juliana Santos brincou afirmando que “sobra mês” nas contas dela. “Nada de dinheiro”, afirmou. Outros internautas concordaram. “Minha relação com meu dinheiro é complicada. Ele chega e vai embora”, publicou Jaqueline Vaz. “Dinheiro sobrando é sinal que esqueci de pagar alguma conta”, afirma outro leitor, bem humorado.

A solução, segundo a especialista, é se readequar. Pode parecer difícil, mas a dica é estimular o lado poupador. “Ninguém nasceu consumista, esse hábito foi criado. O processo é de reaprender. Preciso estimular esse outro lado, que eu também tenho, mas está escondido", finaliza.

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