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CASO MAÍSA

Réus participam em júri por videoconferência

Um dos acusados da morte de José Leandro de Carvalho, morto dentro do presídio de Três Lagoas em 2015, está preso no interior de SP

12 JUN 2019 - 14h:55Por Marcelo Marcos

Mais três integrantes do grupo que teria julgado e matado um detento dentro do presidio de Três Lagoas estão em julgamento nesta quarta-feira (12). Desta vez, sentam no banco dos réus, Mateus Alves de Melo, Maicron Selmo dos Santos e Everton Rodrigues de Queiroz.

Dos três, apenas Everton está presente na sessão do júri. Os demais estão participando por videoconferência.  Mateus está preso em  Dourados e  Maicron em Presidente Venceslau, interior de São Paulo.

A previsão é os de que os trabalhos sejam concluídos até as 22h. A sentença devem ser anunciadas amanhã.

Os três seriam integrantes do PCC acusados de matar José Leandro Carvalho de Jesus, em 2015, que estava preso por ser um dos autores da morte de Maísa Martins, de 12 anos, sobrinha de um dos integrantes da facção.

Inicialmente sentaram no banco dos réus Arison Rodrigo Moreira, Fabrício Cássio Vitória da Silva e Igor de Souza Alves, todos acusados da morte de José Leandro. O três foram condenados a mais de 40 anos de prisão em regime inicialmente fechado na ultima quarta-feira (5)..

 

MANDANTE

Para a justiça o mandante do crime seria Fernando Barrinha Antonácio, que supostamente montou “tribunal do crime” para julgar e executar José Leandro Carvalho de Jesus, que juntamente com um adolescente de 16 anos haviam participado de uma tentativa de roubo que terminou com a morte da sobrinha de Fernando.

 

ENTENDA O CASO

Conforme o processo, Fernando teria sido autorizado por outros criminosos a montar julgamento por videoconferência de José Leandro. Participaram do julgamento  criminosos de dentro e de fora do presídio

De acordo com os autos da denúncia do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, José Leandro teria sido atraído a uma cela e recebido o comunicado da decisão do tribunal do crime, sendo obrigado a cometer suicídio ingerindo um coquetel apelidado pelos presos de “gatorade”, mistura composta por cocaína e bebidas alcoólicas e que leva a morte por overdose. Como Leandro não teria morrido com a bebida os detentos então asfixiaram a vitima até a morte.

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