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TRêS LAGOAS

Sefaz ergue ‘puxadinho’ na divisa com o Estado de São Paulo

Mini-posto perto do Cinturão Verde deve combater evasão de divisa com impostos

19 MAI 2018 - 14h:00Por Ana Cristina Santos

Após reportagens do Jornal do Povo mostrando casos de evasão de impostos nas proximidades da ponte rodoviária sobre o rio Paraná na divisa entre Três Lagoas e Castilho (SP), a Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz) iniciou a construção de um mini-posto de fiscalização no Cinturão Verde.

A construção da estrutura que abrigará equipe da Receita Estadual começou nesta semana e a previsão é de que no próximo mês seja concluída. O custo não foi divulgado.

Desde a inauguração da ponte sobre o rio Paraná, em 2016, a divisa dos estados está sem posto policial e com a fiscalização de impostos prejudicada porque o Posto Fiscal ficou em local não estratégico. Além disso, existem várias entradas no Cinturão Verde, situado antes da barreira fiscal. Com isso, o uso de passagens clandestinas aumentou. 

Comerciantes de Três Lagoas alegam prejuízos causados pela entrada na cidade de cargas de mercadorias sem nota para a venda por ambulantes. Com isso, os produtos são comercializados a preços memores.
A divisa, no entanto, continua sem fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, que tenta finalizar a construção de sua sede na circular da Lagoa Maior, região central de Três Lagoas. Situação esta que tem gerado uma série de críticas também por não estar em local apropriado para a função da instituição.

TRANSTORNO
Outra situação que tem gerado uma série de transtornos na região é a falta de um pátio de manobras adequado no Posto Fiscal. Constantemente filas de caminhões e veículos se formam na rodovia BR-262 por esse motivo, além da demora para o carimbo de notas fiscais.

Nesta semana não foi diferente. Uma fila de caminhões se formou na rodovia. Motoristas de carretas que transportavam mercadorias de Mato Grosso do Sul para o Estado de São Paulo, esperaram por horas no local.

A fila de caminhões chegou até um posto de gasolina desativado e atrapalhou o tráfego dos veículos no sentido Três Lagoas ao Estado de São Paulo.

Motorista há 30 anos, Alcemar Marçal de Queiroz, considera “um absurdo” o que ocorre no Posto Fiscal de Três Lagoas. “Só aqui é assim, nos outros Estados não tem isso. Tinha que colocar mais funcionários para atender”, disse o motorista que ficou duas hortas aguardando para conseguir carimbar a nota.  O motorista Edson da Silva também já está ramo há 30 anos e disse que o serviço no Posto Fiscal de Três Lagoas “é caótico”, e que toda vez que passa por Três Lagoas é esta situação.

A direção do posto não se pronuncia a respeito e o governo estadual não respondeu a pedido de informações das reportagem. 

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