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CASA DO TRABALHADOR

Seguro-desemprego reduz e cidade tem saldo positivo na geração de empregos

A queda pode estar ligada ao endurecimento nas regras estabelecidas pelo governo federal para solicitar o benefício, bem como pela diminuição de pessoas desempregadas no município

22 JUL 2017 - 11h:00Por Ana Cristina Santos

O número de pessoas recebendo o seguro- desemprego vem reduzindo em todo o país. Em Três Lagoas, não tem sido diferente. A queda pode estar ligada ao endurecimento nas regras estabelecidas pelo governo federal para solicitar o benefício, bem como pela diminuição de pessoas desempregadas no município.

Nos seis primeiros meses do ano passado, 4.279 mil trabalhadores deram entrada ao seguro-desemprego na Casa do Trabalhador de Três Lagoas. No mesmo período deste ano, foram 3.941, queda de 338 benefícios.

Em todo o ano passado, 8.198 trabalhadores entraram com o pedido de seguro- desemprego na cidade. 

O número de atendimento na Casa do Trabalhador de Três Lagoas no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado, também apresentou uma queda. De janeiro a junho de 2016, foram 24,9 mil atendimentos, contra 18,7 mil no primeiro semestre deste ano. Foram 6,2 mil atendimentos a menos. 

O número de cadastro na Casa do Trabalhador também reduziu no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Até 30 de junho deste ano, o órgão havia cadastrado 37.930 trabalhadores. No mesmo período do ano passado, foram  35.046. 

REGRAS

Antes da mudança na legislação, aprovada em 2015, ainda no governo da ex-presidente Dilma (PT), o trabalhador deveria comprovar tempo mínimo de seis meses no emprego para requerer o seguro. Após o endurecimento nas regras, o tempo mínimo exigido subiu para 12 meses empregado nos últimos 18 meses na primeira solicitação; nove meses empregado nos últimos 12 meses na segunda solicitação e seis meses empregado na terceira solicitação.

SALDO POSITIVO

O mercado de trabalho formal empregou mais do que demitiu no mês passado em Três Lagoas. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta semana, no mês passado, o município admitiu 1.945 pessoas e demitiu 1.863- saldo positivo de 82 novos postos de trabalho.

Depois de meses liderando o ranking dos municípios que mais geraram empregos, em maio, Três Lagoas encerrou com saldo negativo na geração de empregos formais com carteira assinada.

No acumulado do ano, de janeiro a junho, Três Lagoas mais empregou do que demitiu. Foram 11.194 admissões, contra 10.989 demissões- saldo de 205 novas vagas. Em 12 meses, a cidade contratou 22.151 trabalhadores e desligou 19.948- saldo de 2.203 novos postos de trabalho abertos no período de um ano.

No mês passado, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, foram 629 admissões, contra 411 desligamentos- saldo de 218 novas vagas. Depois de encerrar alguns meses com saldo negativo, ou com poucas contratações, no mês passado, o comércio três-lagoense foi o segundo setor que mais empregou.

Foram 342 admissões, contra 303 demissões- saldo de 39 novas vagas. O serviço industrial de utilidade pública contratou 17 e demitiu cinco- saldo de 12 novos postos de trabalho aberto.

Os demais setores fecharam com saldo negativo no mês passado. A indústria da transformação foi a que mais demitiu no mês passado. Foram 343 contratações, contra 436 desligamentos- saldo negativo de 93 vagas.

A construção civil contratou 448 pessoas, e demitiu 465- saldo negativo de 17 vagas.  A agropecuária também encerrou junho com menos 70 postos de trabalho. Foram 164 contratações e 234 desligamentos. 

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