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PRECARIEDADE

Sem geladeira, Imol de Três Lagoas trata morto como indigente

Câmara fria do órgão está quebrada há semanas e cadáveres são liberados para enterro

5 MAI 2018 - 07h:45Por André Barbosa

O corpo de um homem encontrado boiando no rio Sucuriú em Três Lagoas, há uma semana, foi enterrado como indigente. O cadáver estava em estado de decomposição e tinha perfurações no peito. Peritos do Instituto Médico Odontológico Legal (Imol) não puderam esperar o resultado de exame necroscópico da vítima porque a câmara fria do órgão foi desligada devido a um defeito, apontado há várias semanas, segundo funcionários O sepultamento foi na segunda-feira (30). 

O laudo pericial - que será expedido por laboratório especializado de Campo Grande - também não tem data definida para ser entregue à 1ª Delegacia de Polícia Civil, que investiga o caso. A estimativa é de até 30 dias. 
O cadáver do homem não identificado foi filmado por pescadores, no domingo (29). O Corpo de Bombeiros foi chamado para o resgate e, posteriormente, a Polícia Civil foi ao local. 

GELADEIRA PIFADA
A reportagem questionou a Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública sobre o problema, por telefone, nesta sexta-feira (4), mas não obteve informações sobre a geladeira até o fechamento desta edição. 

 

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