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ENTREVISTA

‘Sem inovação, empresas vão morrer’

Consultor aponta saída em planejamento e conhecimento de mercado, com tecnologia, para sobrevivências de negócios

12 MAI 2019 - 10h:30Por Valdecir Cremon

Investir ou tentar sobreviver em um mundo de negócios em evolução frenética sem planejamento é como apostar que um time de quinta divisão possa vencer, de goleada, uma seleção campeã. É com  certezas ou apostas certeiras como essa que o público sai de palestras do consultor de empresas Gustavo Resende. A busca por resultados positivos, diz o especialista, sai de um conjunto de ações e medidas que passam, inevitavelmente, pela busca constante de conhecimento, observação, e mudança diárias. Traduzindo: inovação.

Ainda em outras palavras, significa o sepultamento da "síndrome de Gabriela", em que se alimentou, por décadas, a prática de continuar fazendo algo de uma maneira apenas por hábito, costume ou tradição. Sem inovação - que deve sair de avaliações técnicas e opções tecnológicas - não será possível buscar crescimento ou até mesmo se manter no cenário da nova economia. Um alerta para empresas de todos os tamanhos, diz o especialista. 

Jornal do Povo - O que uma empresa deve fazer para não morrer?
Gustavo Resende –
A primeira coisa é olhar para o futuro. Porque quando eu vejo as perspectivas do meu segmento lá na frente, já começo a ter noções e indicações do que eu devo fazer no presente. Além disso, investir em capacitação constante da equipe (treinamentos), melhoria de processos, definição e controle de indicadores e trazer a tecnologia para a rotina do negócio, esses são pilares base para quem quer sobreviver na nova conjuntura econômica.

JP - Significa que alterações podem ocorrer com certa frequência?
Resende – Sim, as empresas precisam se reinventar diariamente! Aquela frase de que "eu sei, do meu jeito e sempre funcionou" não funciona mais. Tanto que a palavra mais evidenciada, hoje, é "tecnologia" e isso não pode ser visto, apenas, atrelado a aplicativos ou a algo virtual. A origem da palavra vem de "inovação", e, então, significa que é preciso inovar em processos, produtos, no formatado de gestão e na cultura da empresa. Se formos avaliar a capacidade de adaptação e de mudança são características essenciais em quase todas as áreas de nossas vidas, e no mundo dos negócios não é diferente. 

JP - O que é mais válido: investir em capacitação de gestores ou treinar equipes?
Resende -
As duas ações são importantes. Mas, eu ainda acredito que capacitar e investir na liderança do gestor é o primeiro passo, porque, um gestor capacitado pode propagar esse conhecimento através do treinamento dos seus colaboradores. E aqui temos uma boa analogia, por onde se lava uma escada? De cima para baixo, ou seja, os líderes precisam ser exemplos para então inspirar e controlar os seus liderados. 

JP -  Existe uma "fórmula mágica" nos indicadores para alcançar bons resultados?
Resende -
Não acredito em fórmulas mágicas. Porém, para deixar algo para os leitores, vejo que as empresas que conseguem achar qual é o seu “N x 1” para fechamento de negócios pode estar na frente de 98% do mercado. Ou seja, quantas oportunidades eu preciso gerar a fim de ter um fechamento? Ter essa resposta será essencial para todo o planejamento comercial de uma empresa. E essa é a parte boa dos indicadores, quando você começa a definir, mensurar e controlar, eles permitem ter uma previsibilidade dos resultados. Em outras palavras se torna possível começar o dia 1º do mês comemorando as metas alcançadas, não do mês que passou, mas sim deste que ainda está por começar. 

JP - Indicadores são fundamentais?
Resende –
Tem uma frase que responde bem essa pergunta: “não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”. Então, sim, indicadores são essenciais. 

JP - Tudo isso passa pela adoção de tecnologias?
Resende –
A tecnologia facilita, hoje temos vários sistemas que quando implementados podem economizar tempo e dinheiro, recursos esses cada vez mais escassos para os empreendedores. Então digo que um primeiro passo para se pensar em adotar e implementar tecnologias é se desafiar a fazer coisas diferentes e por isso pergunto: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? 

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