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TRêS LAGOAS

Sem UTI Neonatal, município carece de banco de leite

'Agosto Dourado' reforça importância da amamentação

11 AGO 2019 - 07h:10Por Tatiane Simon

No mês de campanha  “Agosto Dourado” em que a bandeira da amamentação é levantada, Três Lagoas carece de um banco de leite materno. Mães interessadas em doar leite são impossibilitadas de colaborar com aquelas que não têm e precisam fornecer ao filho do tipo industrializado.

A falta de um banco leite materno no município é justificado pela ausência de uma UTI Neonatal que atenda pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria Municipal de  Saúde. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui cinco hospitais com banco de leite materno - quatro deles estão em Campo Grande e um em Dourados. 

De acordo com a secretária da pasta, Maria Angelina Zuque, em casos de necessidade extrema, a gestante e o bebê recebem atendimento no hospital particular Cassems de Três Lagoas. O  município tem um acordo com o hospital desde 2015, quando inaugurou a ala de UTI Neonatal. Um contrato está em fase final de ser firmado entre as partes. “A prioridade é encaminhar a gestante para o hospital de Campo Grande, onde é conveniado com o Ministério da Saúde e o atendimento é via SUS. Mas em casos mais emergenciais ou por falta de vagas na capital, o município arca com a internação da paciente na Cassems aqui”, explica.

HOSPITAL REGIONAL
A grande expectativa do município é a entrega do Hospital Regional, em Três Lagoas. Com a instalação de uma hospital universitário, aumentam as chances de uma UTI Neonatal. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, que falou por meio de sua assessoria de imprensa, a instalação de uma UTI Neonatal ainda será discutida com a gestão local, entre prefeito e secretaria municipal de Saúde. No dia 28, uma equipe técnica da Secretaria Estadual de Saúde estará em Três Lagoas para essa discussão. “O que está sendo definido é que não deverá haver duplicidade de serviços no município. Ou seja, se o hospital local já presta esse tipo de atendimento, o Regional não irá ofertá-lo, num primeiro momento”, consta na nota.

AMA(MENTE)!
A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados apenas com leite materno até os seis meses de vida. Amamentar é um elo de vínculo e de amor entre mãe e filho, assegura a enfermeira obstetra, Michele Gonçalves, organizadora do evento “Hora do Mamaço”, em Três Lagoas.
O Ministério da Saúde reforça a importância do aleitamento, tanto para a mamãe quanto para o bebê. Um dos objetivos da campanha “Agosto Dourado” é desmistificar que é preciso “ter muito leite” para ser doadora e também destaca que a amamentação ajuda a reduzir a mortalidade infantil, além de benefícios à saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama, útero e ovário.

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