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PONTO CEGO

Sete pessoas são presas em Três Lagoas e uma na Capital, em operação da PF

Na ação da Polícia Federal, agente penitenciário é afastado do cargo, possivelmente envolvido com o tráfico

19 ABR 2018 - 17h:00Por André Barbosa

Além de oito pessoas detidas na manhã desta quinta-feira (19), a Polícia Federal de Três Lagoas apreendeu documentos, recibos de pagamentos, computadores e celulares em 12 endereços de um grupo investigado na operação “Ponto Cego”, deflagrada também em Campo Grande. Ao menos 300 kg de maconha foram apreendidos. A ação foi considerada “tranquila” pelo delegado Alan Givigi, responsável pela Delegacia três-lagoense.  

Os mandados começaram ser cumpridos às 6h e até às 10h todos os detidos já haviam sido ouvidos pela PF. Um dos detidos na operação está na Capital. Segundo o delegado, o tráfico era comandado por um dos membros da família, o traficante conhecido como “Zóio” e que está preso, desde 2017. “As ações dos traficantes eram comandados dentro da cadeia. Era um grupo estruturado. Nossa base de inteligência investigava a transação na cidade e chegou até o núcleo da organização criminosa, que estava nas celas da Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas”, disse.

Alan Givigi revelou que o agente penitenciário envolvido nas investigações teve mandado de suspenção de função pública cumprido, mas não foi preso. “Os fornecedores das drogas são todos da fronteira. Mas, os traficantes são todos da cidade. O agente penitenciário era responsável por repassar aparelhos de celulares para os presos que comandavam toda as operações do tráfico de drogas. Não há como precisar quanto em dinheiro ou drogas já foi traficado pelo grupo”.

Ainda de acordo com o delegado, a operação ainda está em aberto. “Ainda poderá surgir novos elementos para conclusão. Tivemos apoio de 60 policiais federais, inclusive do estado de São Paulo. Vale ressaltar que cumprimos todos os mandados de apreensão”, finalizou Alan Givigi.

Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico, associação ao tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão. Os presos foram levados para a delegacia da PF em Três Lagoas, onde serão ouvidos em depoimento. Todos ficarão presos à disposição da Justiça Estadual.

O início das investigações foi em abril de 2017. Além dos entorpecentes, foi evitada a fuga de um detento e a entrada de um celular na penitenciária.

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