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Câmeras de monitoramento de ruas vão funcionar, garante prefeitura

Videomonitoramento de Três Lagoas não funciona desde 2017; prefeitura diz que serviço será consertado

17 FEV 2018 - 07h:00Por Ana Cristina Santos

A Prefeitura de Três Lagoas decidiu contratar uma empresa especializada em conserto e manutenção de câmeras de videomonitoramento da cidade para corrigir problemas que prejudicam o sistema desde o ano passado. Mais da metade do equipamento colocado sob responsabilidade da Polícia Militar para combate à criminalidade não funciona.

De acordo com o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB), o município irá repassar os serviços à Secretaria de Justiça e Segurança Pública, após os reparos, porque o Estado é o responsável pela segurança pública.

A decisão surgiu após resultado de uma  auditoria contratada pela prefeitura para apuração dos defeitos. Segundo a empresa, há falhas na instalação das câmeras, como aterramento insuficiente, e no serviço disponibilizado por uma operadora de telefonia, incapaz de efetuar a leitura das imagens em tempo real.

Também há câmeras queimadas e até sem energia elétrica. As câmeras e uma central de monitoramento instalada no quartel da Polícia Militar custaram R$ 1,2 milhão, em junho de 2015, com  recurso de convênio entre o município e a Petrobras, como parte das ações mitigadoras de impactos ambientais da instalação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3) no município.

OPERAÇÃO
Outro problema é a mão de obra necessária para a operação do sistema. O deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) estima que o monitoramento das câmeras ocupe 20 pessoas - atualmente policiais militares - efetivo que a PM não possui na cidade. “É preciso definir quem vai operar o sistema”, disse, se a PM ou a prefeitura. 

O assunto, segundo o parlamentar, será tratado em reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em reunião prevista para a semana que vem, junto a um pedido do envio de tropas do batalhão de choque da Polícia Militar à cidade para combate a crimes. Devem ser convidados membros do Conselho Comunitário de Segurança e da prefeitura. 

No mês passado, o conselho pediu o conserto das câmeras ao comandante geral da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, coronel PM Waldir Ribeiro Acosta, com alegação do aumento do número de furtos, roubos e arrombamentos em empresas da cidade.

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