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EDITORIAL

Sob controle

Leia o Editorial publicado na edição do Jornal do Povo deste sábado

9 NOV 2019 - 07h:11Por Redação

A  inflação brasileira apresentou o índice mais baixo para outubro desde 1998, com  alta nos preços foi de apenas 0,10% em relação a setembro. Apesar de ainda baixa - quatro vezes menor que a de outubro do ano passado -, a taxa inverte o resultado do mês anterior, quando houve deflação de 0,04%. 

Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, mostram que o índice registrou 2,60% no acumulado do ano, e 2,54% nos últimos 12 meses. Na mesma semana em que o IBGE divulgou a inflação, o Procon de Três Lagoas revelou em pesquisa que o preço do quilo de tomate tem diferença acima de 60 vezes entre um supermercado em outro. Pena que o órgão não aponte o tipo dos produtos pesquisados. 

Voltando à inflação nacional, a taxa do mês foi garantida pela queda de 3,22% no preço da energia - o principal item que puxou o número final para baixo. E aí surge uma pergunta: até quando? Uma hora a energia elétrica, principal insumo da maioria das empresas, vai subir. E aí será preciso saber como o resto da economia vai reagir.

Prova de que a indagação é justa é outro dado levantado pelo IBGE. A elevação de preços ao consumidor ocorreu nos transportes, impactados pela alta da gasolina, outro item de grande peso no índice.  

Para quem está começando a fazer planos de viagem para as férias, é bom saber que a alimentação fora de casa, os preços de passagens aéreas apresentaram aumentos próximos de 2%. Aqui no Estado, estes dois fatores são complicadores para as viagens porque as opções de voos são mínimas na maioria das regiões e o setor de restaurantes não foca no turismo. 

A maior variação positiva na taxa do IPCA ocorreu exatamente em Campo Grande, de 0,31%. Faltando menos de dois meses para o Natal, principal época de vendas do ano para o varejo, nada melhor seria uma garantia do governo de que os preços de insumos da indústria e de alimentos pudessem ser melhor acompanhados, sem variações comprometedores, como a queda da energia elétrica, nem elevações assustadoras, como ocorreu com a gasolina e o etanol. A estabilidade desejada, assim, continua distante. 

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