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‘Todos os cinco feminicídios ocorridos em 2017 foram solucionados’, diz delegada

Titular da Delegacia da Mulher, Letícia Mobis afirma que assassinos foram presos e que o caso de domingo 'também será solucionado'

15 JAN 2018 - 19h:10Por André Barbosa

Em entrevista a reportagem do JPNEWS, na manhã desta segunda-feira (15), a titular da Delegacia da Mulher, Letícia Mobis Alves afirmou todos os casos de feminicídio registrados em Três Lagoas em 2017, foram desvendados e seus autores presos. A delegada relembrou os crimes fatais contra as mulheres, cometidos com armas e também a mão livre. De acordo com ela, o suposto assassino de Halley Coimbra Ribeiro, de 39 anos, morta no domingo (14), também deverá ser preso, rapidamente. 

A delegada se disse espantada com os assassinatos em Três Lagoas. “Houve número muito grande de homicídios no ano passado. Destes, cinco foram feminicídios. Vale ressaltar que todos os autores foram presos, e é o que pretendemos neste caso, rapidamente”, disse.

Em relação aos crimes de 2017, Letícia detalhou. “Houve mortes por asfixia de esganadura e até um caso de um homem que agrediu com chute, o abdômen de uma mulher que faleceu, devido ao rompimento dos órgãos internos. São meios muito cruéis que temos presenciado em Três Lagoas e que precisam ser combatidos”, disse.

As investigações sobre o feminicídio deste domingo prosseguem. Até o momento do fechamento desta matéria, o ex-gerente industrial, apontado como único suspeito do crime, Renato Bastos Otoni, de 63 anos, permanece foragido. O período de flagrante foi encerrado às 16h30 da tarde desta segunda-feira. “Tão logo ele seja preso, vamos divulgar na imprensa para que todos tenham acesso a isso”, disse a delegada.

 

Números

Cinco mulheres foram vítimas de feminicídio em Três Lagoas, nos primeiros seis meses do ano, conforme a delegada. O número é 150% maior no comparativo com 2016, quando dois casos foram registrados.

Letícia Mobis explica que o feminicídio é um crime de gênero cometido contra mulheres, quando há violência doméstica ou discriminação à condição da mulher. A lei foi incluída no Código Penal como uma modalidade de homicídio qualificado e entrou em vigor no dia 9 de março de 2015.

Para a delegada, o aumento de casos está relacionado à intolerância. “Embora não haja como prever, é necessário que as pessoas tenham mais tolerância, tentar resolver a base do diálogo e não achar que o fim do relacionamento é o fim da vida. Pensar bem também antes de colocar uma pessoa dentro de casa ou passar a conviver com ela. Vemos que muitas situações ocorrem após a mulher reatar o relacionamento mesmo depois ter sido agredida alguma vez”, considerou. (*Colaborou Kelly Martins)

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