Rádios On-line

Trabalhadores da UFN III permanecem de braços cruzados

O movimento teve início na tarde de terça-feira

18 JAN 2013 - 08h:15Por Redação

Cerca de três mil trabalhadores que prestam serviço para o consórcio responsável pela construção da fábrica de fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas permanecem de braços cruzados e prometem, a partir de hoje, iniciar uma greve, caso a empresa não inicie um processo de negociação. Segundo o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Valdemir de Oliveira, que lidera o movimento juntamente com Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Mobiliário e Montagem Industrial do Mato Grosso do Sul (FETRICOM/MS), ontem foi apresentado ao consórcio um comunicado prévio de greve.

De acordo com o sindicalista, o gerente administrativo e financeiro do consórcio respondeu que a FETRICOM/MS e a Conticom não têm legitimidade para comandar esse movimento. A competência, segundo o consórcio, seria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Cerâmica e Montagem (SINTRICON) de Três Lagoas e do Sindicato da Construção Civil Pesada (Sintiespav).

Entretanto, de acordo com o representante da Conticom, o SINTRICON está sob intervenção judicial e nenhum representante da junta governativa foi encontrado. Por isso, o Sintiespav não teria essa competência, já que representa os trabalhadores da construção pesada. “Os trabalhadores já se posicionaram. Eles não querem a participação desses dois sindicatos nas negociações, pois só aceitam a presença da Conticom e FETRICOM, ambas ligadas à CUT”, disse Valdemir de Oliveira.

O sindicalista informou que, a partir de hoje, não entra mais nenhum funcionário no canteiro de obras da fábrica. O movimento teve início na tarde de terça-feira e continuou na quarta e quinta. “A partir de amanhã [hoje], não entra mais ninguém do administrativo e da cozinha no canteiro de obras. Se as empresas não nos chamarem para uma conversa, vamos entrar em greve por tempo indeterminado”, disse Oliveira. 

Os trabalhadores reclamam do não pagamento de horas extras e “in itinere”, além das péssimas condições de trabalho e da falta de estrutura no alojamento em que eles estão hospedados na cidade de Brasilândia, entre outras questões. 

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