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Trabalhadores do UFN3 cruzam os braços novamente

Greve dos operários pode prejudicar cronograma da obra da fábrica de fertilizantes

26 FEV 2013 - 08h:08Por Arthur Freire/JP

Os trabalhadores que prestam serviço para o consórcio UFN 3, na construção da fábrica de fertilizantes da Petrobras, entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Cerca de 3.500 operários cruzaram os braços alegando que as empresas não cumpriram o acordo firmado no mês passado, entre os sindicatos que representam os trabalhadores e o Tribunal Regional do Trabalho.

A paralisação pode prejudicar o cronograma de conclusão da obra da fábrica de fertilizantes da Petrobras, cuja previsão inicial é de entrar em operação no segundo semestre de 2014. De acordo com os trabalhadores, a obra está atrasada em torno de 20%. “A obra já poderia estar bem mais adiantada. Ainda está em fase inicial, no processo de escavação, na construção de vigas e pilares. Está bem atrasada”, disse Victor Hugo Rodrigues Torres, representante da comissão de trabalhadores do movimento grevista.

A decisão de parar as obras foi tomada na semana passada, quando os trabalhadores decidiram, em assembleia, aderir ao movimento de greve em razão do Consórcio UFN 3 não ter cumprido o acordo firmando no mês passado, quando os operários paralisaram as atividades por dez dias. 

Os trabalhadores alegam que o alojamento continua em péssimas condições e que as empresas não concederam os 15% de reajuste salarial que eles reivindicaram, entre outras exigências. “Os trabalhadores estão recebendo o salário com vários descontos, sem contar que vivem em condições desumanas no alojamento. Eles vêm de fora para ajudar no progresso da cidade e são tradados como animais”, comentou Torres.

Os dois sindicatos (Sintricom e Sintiespav) que representam os trabalhadores alegam que a greve é ilegal porque, no acordo assinado com o TRT, ficou definido que no prazo de 60 dias não poderia ocorrer outra paralisação. Entretanto, os operários alegam que a greve é legal porque o consórcio não cumpriu o acordo. “Se as empresas estivessem cumprindo com o que prometeram a greve seria ilegal. Como isso não ocorreu, temos todo o direito de paralisar”, ressaltou Hugo Rodrigues.

Ele informou que a comissão obedeceu a todos os procedimentos legais para a realização da greve. “Os sindicatos deveriam estar aqui, do lado dos trabalhadores, mas não, eles estão do lado das empresas.”, frisou, ressaltando que a comissão irá pedir o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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