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BALANÇA COMERCIAL

Três Lagoas concentra quase metade das exportações do Estado

Puxado pela celulose e soja, saldo da balança comercial do Estado, de janeiro até o mês passado, superou total registrado em 2017

12 OUT 2018 - 07h:00Por Ana Cristina Santos

Mato Grosso do Sul vendeu mais do que comprou no exterior nos primeiros nove meses deste ano. A celulose, produzida em Três Lagoas, e a soja, foram os principais produtos vendidos de janeiro a setembro deste ano no Estado. Puxado pelos dois produtos, o saldo da balança comercial, de janeiro até o mês passado, superou o valor registrado em todo o ano passado. 

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), e compilados pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Estado, em 2017, o superávit foi de US$ 2,2 bilhões; enquanto que, de janeiro a setembro deste ano, de US$ 2,4 bilhões (R$ 9,2 bilhões pelo câmbio médio da semana. 

A receita das exportações foi de US$ 4,480 bilhões de janeiro a setembro deste ano - crescimento de 20,39% em relação ao mesmo período de 2017. No mês passado, o destaque foi para a celulose produzida em Três Lagoas, que cresceu 98,19% e a soja, com aumento de 32,73%. Juntas, representam cerca de 68% das exportações de janeiro a setembro. 

Ainda de acordo com a secretaria, Três Lagoas concentra cerca de 50% das exportações, e neste ano, apresentou crescimento de 85,95% da sua participação em relação ao mesmo período de 2017. O crescimento é fruto da produção da nova fábrica de celulose que entrou em operação na cidade no ano passado.  Toda produção de celulose está concentrada em Três Lagoas, que abriga três unidades fabricantes. A receita da venda externa de celulose passou de US$ 697,635 milhões em nove meses do ano passado para US$ 1,382 bilhão (R$ 5,3 bilhões) neste ano.

Outros produtos, como o minério de ferro e o algodão, também tiveram um bom desempenho e contribuíram para o resultado da balança comercial do Estado. A China lidera com quase 50% dos valores exportados, seguida pela Argentina (7,49% das exportações). 

Em importações, o gás boliviano responde por 54,27% das compras externas, de janeiro de setembro de 2018. A receita com a exportação do milho, do frango, e da carne bovina, desossada e congelada,  no entanto, apresentou uma queda nos nove primeiros meses deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. 

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