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Três Lagoas é 6º no ranking estadual de desenvolvimento

Com boa atuação na saúde, mas desenvolvimento moderado na educação e regular no quesito emprego e renda, Três Lagoas ficou atrás de Aparecida do Taboado e Cassilândia no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).

4 DEZ 2012 - 07h:36Por Arquivo

 

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) classifica de “moderado” o desenvolvimento socioeconômico de Três Lagoas. Os indicadores, baseados em levantamentos de 2010, mostram, no entanto, que a cidade está atrás de Aparecida do Taboado e Cassilândia. Três Lagoas está entre as cidades de “classe média” por ter atingido índice de 0,7740, acima de 0,6488. A média brasileira do IFDM foi de 0,7899 em 2010.
Em nível nacional, a posição de Três Lagoas é a 547ª. Campo Grande obteve índice de 0,8578, o 1º no ranking estadual e 102º na classificação nacional. Segundo o IFDM, o número de municípios com desenvolvimento socioeconômico "moderado" dobrou de 2000 a 2010.
Calculado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o IFDM classifica o desenvolvimento socioeconômico dos municípios numa escala de 0 a 1. O índice é composto com indicadores públicos em três campos: emprego e renda, educação (número de matrículas, horas-aula diárias, nota do Ideb e prova federal de avaliação) e saúde (consultas pré-natal, óbitos infantis por causas evitáveis etc.)
O índice de 0,7740 atribuído a Três Lagoas é a média dos índices nas áreas de educação, saúde e emprego e renda. Nos quesitos educação, emprego e renda, o município obteve conceito de “desenvolvimento moderado”, entre 0,6 e 0,8 pontos. Já no setor de saúde, o conceito é de alto desenvolvimento (0,8747). Os índices moderados foram de 0,7694 na educação e 0,6781 no quesito emprego e renda.
De acordo com o IFDM, na última década, o número de municípios com nível "moderado" (entre 0,6 e 0,8) passou de 1.655 (30,1% dos 5.565 municípios do País) para 3.391 (61%). Três Lagoas situa-se nessa faixa.
O crescimento do emprego e da renda puxou a evolução da média nacional na década, mas o avanço nos indicadores de educação e saúde foi o principal responsável por disseminar o desenvolvimento, segundo o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, observa que para a classe média continuar crescendo, são necessários "políticas públicas, ações privadas e tempo", pois uma década é pouco para superar as desigualdades.
RANKING
No ranking estadual, três cidades desbancam municípios com economias fortes: Aparecida do Taboado e Cassilândia, no Bolsão, e Rio Brilhante, na Grande Dourados.
Aparecida do Taboado aparece na terceira posição do ranking estadual, atrás somente da Capital e de Dourados, com índice de 0,7867, seguida por Rio Brilhante (0,7847) e Cassilândia (0,7790). Logo depois, aparecem Três Lagoas (0,7740) e Paranaíba (0,7590).
Santa Rita do Pardo, que tem sua economia baseada na pecuária, sofre com o isolamento, não tem delegado de polícia, juiz e nem promotor, está na 46ª posição no ranking estadual do desenvolvimento municipal, quando Ribas do Rio Pardo, que desponta no setor florestal e siderúrgico e dispõe de todos os serviços públicos, está na 71ª posição.
CLASSE MÉDIA
Dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, 42 obtiveram índices acima de linha de baixo desenvolvimento e, portanto, são considerados classe média. Os 13 melhores colocados são:
Campo Grande (0,8578), Dourados (0,8054), Aparecida do Taboado (0,7867), Rio Brilhante (0,7847), Cassilândia (0,7790), Três Lagoas (0,7740), Paranaíba (0,7590), São Gabriel do Oeste (0,7584), Caarapó (0,7583), Chapadão do Sul (0,7572), Angélica (0,7526), Costa Rica (0,7441) e Água Clara (0,7396).
Com índices entre 0,7249 e 0,6510, que apresentam desenvolvimento moderado, figuram ainda, em ordem decrescente as seguintes cidades: Nova Alvorada do Sul, Alcinópolis, Maracaju, Jardim, Nova Andradina, Coxim, Ladário, Batayporã, Fátima do Sul, Naviraí, Bataguassu, Corumbá, Sidrolândia, Sonora, Ivinhema, Vicentina, Itaquiraí, Bandeirantes, Anaurilândia, Brasilândia, Bela Vista, Juti, Terenos, Bodoquena, Glória de Dourados, Camapuã, Selvíria, Itaporã e Caracol.

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