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ECONOMIA

Três Lagoas é responsável por mais da metade das exportações do Estado

Município tem título de Capital Mundial da Celulose porque produto responde por 53% das vendas externas de Mato Grosso do Sul

11 MAI 2019 - 10h:00Por Ana Cristina Santos

A celulose manteve-se como principal produto vendido pelo Mato Grosso do Sul ao mercado internacional nos quatro primeiros meses de 2019. O produto registrou um incremento de 24,3% de faturamento na comparação com a mesma parcial de 2018, de US$ 560,3 milhões para US$ 696,7 milhões. 

No acumulado de janeiro a abril deste ano, a receita total do Estado alcançou US$ 1,2 bilhão, indicando aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2018, quando o resultado foi de US$ 1,1 bilhão.

A receita de US$ 710,6 milhões, do primeiro quadrimestre deste ano do grupo “Celulose e Papel”, foi obtida quase totalmente com a venda do produto (US$ 696,7 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 393,9 milhões, Estados Unidos (US$ 102,7 milhões), Itália (US$ 63,3 milhões), Holanda (US$ 54,8 milhões) e Espanha, com US$ 13,7 milhões. 

Por ser a detentora da instalação das três fábricas de celulose, Três Lagoas é responsável por mais da metade de toda a exportação de Mato Grosso do Sul. De janeiro a abril deste ano, o município exportou US$ 736,5 milhões (53,5%), contra US$ 618,6 milhões (48,5%), do mesmo período de 2018.

Três Lagoas lidera com folga o ranking de exportações de Mato Grosso do Sul. Dourados, município que agrega a maior produção agropecuária do Estado, exportou , US$ 112, 4 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, tendo 8,17% no bolo das exportações. A capital Campo Grande ficou em terceiro lugar de exportadores, com apenas 7,9% da fatia. Nos quatro primeiros meses desse ano, a capital exportou US$ 109,1 milhões.

“A importância de Três Lagoas ainda está nas exportações de celulose, protagonizadas pelas empresas do setor instaladas no município. Em termos de aquecimento local, continuam os mesmos serviços. O bom sinal é que o superávit das exportações alteram os percentuais de repasses da união via FDE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios)”, destacou o especialista em Geoeconomia, e professor da Unila (Universidade Federal da Integração Latino Americana), doutor Cristóvão Henrique. 

Segundo Cristóvão, Três Lagoas se mantém em destaque no Estado e no país como a maior produtora de celulose. “Isso pode atrair novos investimentos na cadeia produtiva, já que a crise econômica que o país atravessa dá sinais de lenta recuperação”, destacou.

 

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