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SAúDE

Três Lagoas pode deixar de ser polo para atendimento na área de saúde

Resolução do Ministério da Saúde pode dificultar atendimento aos pacientes, obrigados a se deslocar para Campo Grande

23 JUN 2018 - 12h:00Por Ana Cristina Santos

Uma resolução do Ministério da Saúde pode alterar a atual configuração que divide o atendimento de saúde do Estado em polos de Campo Grande, Corumbá, Dourados, e Três Lagoas. 

De acordo com a resolução, uma comissão do ministério quer que cada macrorregião tenha entre 500 mil e 700 mil habitantes para atendimentos de alta complexidade. Porém, a preocupação de autoridades é que Mato Grosso do Sul possui uma peculiaridade de ter grandes distâncias entre as cidades. Brasilândia, por exemplo, fica a 382 quilômetros de Campo Grande. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB), citou a região de Corumbá, que atende o Pantanal e Ladário. “Se todo mundo tiver que ser atendido em Campo Grande vai ficar inviável”.

Três Lagoas, polo na Costa Leste, por exemplo, deixaria de atender pacientes de municípios da região. A portaria impede, inclusive, a ampliação de atendimentos em alta complexidade. Ainda, Três Lagoas não oferece todos os atendimentos de alta complexidade por falta de habilitação por parte do Ministério da Saúde. A preocupação de vereadores de Três Lagoas é que, se a portaria vingar, alguns serviços deixarão de ser feitos na cidade nem haverá condições para a ampliação.

Essa preocupação foi tema de debate nesta semana na Câmara Municipal, e também na Assembleia Legislativa. Vereadores se reuniram com Mochi, entre outros deputados, como Eduardo Rocha (MDB), para discutir o assunto.

“Pense em alguém que necessite de hemodiálise, que já sofre e ainda tem que se deslocar grandes distâncias semanalmente. Vamos defender que se mantenham as quatro regiões”, disse o deputado Rinaldo Modesto (PSDB). Eduardo Rocha disse que vaiu pedir ao Ministério da Saúde a revisão da portaria.  “Se mudarem, haverá sobrecarega. Por exemplo, Campo Grande que já atende 1,4 milhão habitantes”, justificou.

A coordenadora geral de Planejamento da Secretaria estadual de Saúde, Ana Paula de Souza Araújo, disse que a resolução permite análise para que se mantenha a atual configuração. “Nós vamos enviar justificativa para que se mantenham as quatro macrorregiões. Assim, será possível a continuidade do plano de descentralização da saúde em longo prazo, viabilizando assim, a sequência de investimentos”, frisou.

A resolução do Ministério da Saúde estava prevista para entrar em vigor 90 dias após a publicação em Diário Oficial ocorrida em março.

 

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