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PANDEMIA

Três Lagoas teve mais óbitos do que nascimentos em março

Levantamento indica que município teve 169 mortes contra 168 nascimentos em março de 2021

18 ABR 2021 - 07h:38Por Tatiane Simon

De maneira histórica, março de 2021 registrou mais ocorrências de óbitos do que de nascimentos, em Três Lagoas. Foram 169 óbitos contra 168 nascimentos neste período. Os dados são do Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o levantamento, das 169 mortes registradas, 78 delas foram provocadas por complicações da Covid-19 e o restante por outras causas e doenças.

Os dados também apontam que a média mensal de óbitos que o município registrava era de 85 mortes até fevereiro deste ano. Em março a realidade mudou. Essa média subiu para 169 e foi fortemente impulsionada pelas vítimas do novo Coronavírus que não resistiram.

Para o médico da Família e Comunidade e membro da equipe de Vigilância Epidemiológica, Vinícius de Jesus Rodrigues, a Covid-19 tem se mostrado tão cruel  quanto foi no ano passado.“Não é raro vermos uma família toda infectada pelo vírus. Também não é difícil vermos pai, mãe e filho internados e intubados. Hoje em dia não tratamos mais a Covid-19 como uma doença que atinge uma ou outra pessoa. Em nosso círculo de amizade sempre temos um amigo ou familiar que, infelizmente, está contaminado”.

A alta curva de contaminação é termômetro capaz de indicar a velocidade dos óbitos causados pelo novo Coronavírus. A exemplo, basta comparar que Três Lagoas levou de abril de 2020 a fevereiro deste ano para registrar as primeiras 80 mortes e, depois, em um mês, mais 78 óbitos.

Menos expostos e vacinados, idosos são minoria nos hospitais

Moradores de Três Lagoas com mais de 69 anos de idade são os que menos necessitam de internações por conta da Covid-19, atualmente. Uma realidade diferente da que o município vivenciou há um ano, quando a maior parte dos pacientes era composta por idosos acima dos 65 anos. 

Segundo dados do boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, o perfil dos internados nesta semana era composto por pessoas com idades entre os 30 e 69 anos. Nos leitos de UTI Covid, uma parcela dos internados  tinha entre 40 e 49 anos e outra com 60 a 69 anos. Em seguida, apareciam os adultos com 50 a 59 anos. Na enfermaria, o cenário era bem parecido: 22 dos 49 leitos eram ocupados por pessoas com 30 a 39 anos e 50 a 59 anos.

Para os especialistas isso pode ter três justificativas. “Idosos com mais de 70 anos já receberam as duas doses da vacina. Muitos adultos com até 60 anos continuam trabalhando e estão mais expostos ao vírus. Os mais jovens são os que mais quebram o isolamento e continuam encontrando com os amigos aos finais de semana”, opina o médico Vinícius Rodrigues. 

 

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