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Três-lagoenses entregam 21 armas à PF

Governo federal aumenta valor da indenização para ?reacender? campanha do desarmamento

6 JAN 2013 - 08h:30Por Arquivo JP

Vinte e uma armas de fogo foram entregues à Delegacia da Polícia Federal neste ano. O número, praticamente irrisório comparado à população da cidade, corresponde a uma média de duas armas entregues ao mês. 

Conforme dados da Delegacia da Polícia Federal, mais de 50% das entregas são revólveres (de calibres variados). De janeiro a 31 de dezembro do ano passado, foram recolhidas 13 revólveres, três espingardas, duas pistolas, duas garruchas e um rifle. 

“Nesta delegacia, foram entregues somente revólveres, espingardas e pistolas, todos de calibre não restrito às forças especiais. Não houve registro de fuzis, metralhadoras etc.”, explicou o delegado Daniel Coraça Júnior, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Três Lagoas.

De acordo com ele, o volume de armas entregues no ano passado segue a mesma média registrada em ano anterior, apresentando até mesmo uma ligeira queda. Em 2011,foram recolhidas 24 armas de fogo entregues de forma voluntária.
Para o delegado, o índice está baixo se comparado à população de Três Lagoas (cerca de 105 mil habitantes). No entanto, explica que essa baixa deve-se à grande quantidade de armas entregues no início da campanha,“o que fez diminuir o número de armas nas mãos da população, inclusive superando as expectativas do próprio governo, bem como em razão da diminuição da publicidade da campanha”, completou.

APREENSÕES
Em contrapartida, dados da Polícia Militar apontam que o número de armas apreendidas foi nada menos que quatro vezes superior ao da entrega voluntária. De janeiro até a primeira quinzena de dezembro do ano passado, foram apreendidas 83 armas de fogo em Três Lagoas – a maioria delas nas mãos de suspeitos de crimes. Desse total, 61 eram revólveres e 11 pistolas, o restante é referente a espingardas, garruchas e fuzil. O índice de apreensões da PM corresponde a uma arma retirada das ruas a cada quatro dias.

CAMPANHA
Foi para reverter essa situação que o governo federal, através do Ministério da Justiça, lançou na primeira quinzena de dezembro a nova etapa da Campanha Nacional de Desarmamento, com a revisão dos valores das indenizações. Segundo o ministério, agora, quem entregar a arma de fogo para destruição receberá de R$ 150 a R$ 450, de acordo com o calibre do armamento. Antes, os valores variavam de R$ 100 a R$ 300.A arma é destruída na hora e a indenização paga em 24h. Além disso, o voluntário conta com a segurança do anonimato.

Questionado sobre ser ou não a favor da campanha, o delegado Coraça informou que a população precisa refletir bem antes de manter uma arma em casa. “Acredito que a posse e o porte de armas (que são permissões distintas) por pessoas despreparadas e irresponsáveis podem trazer mais problemas do que benefícios. É como a dar a direção de um veículo a uma pessoa que se entrega à bebida ou tem problema psiquiátrico. Indivíduos como esses, sem autocontrole suficiente, mesmo não se tratando de um criminoso, podem vir a matar alguém num ímpeto raivoso (briga de trânsito, discussão familiar etc.)”, explicou.

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