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Três-lagoenses opinam sobre a dificuldade em conseguir poupar dinheiro

O percentual de consumidores que pouparam dinheiro reduziu em fevereiro em relação a janeiro

25 ABR 2018 - 07h:10Por Tatiane Simon

O percentual de consumidores brasileiros que conseguiram poupar parte da renda caiu de 18% em janeiro para 16% em fevereiro, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A maioria (73%) dos consumidores entrevistados alegaram que não pouparam nenhuma quantia em fevereiro, enquanto 7% não souberam ou não quiserem responder. Em média, o valor poupado foi de R$ 498,81. Considerando os consumidores que possuem rendimentos compatíveis às classes A e B, pouco mais de um terço (36%) conseguiu guardar dinheiro no mês de fevereiro. Nas classes C, D e E, o percentual de poupadores foi ainda menor, de apenas 11%.

“Não sobra. Sobra conta e falta dinheiro. Parece que tudo fica mais caro e o salário não acompanha”, opina a dona de casa, Suelen Santos. Já o aposentado, Ronaldo Oliveira, acredita que o planejamento do orçamento familiar é essencial na hora de poupar. “Nem sempre consigo poupar, confesso. Acho que planejar é o grande segredo”, opina.

O vendedor de picolés, André Ferreira, afirma que até tinha o hábito de poupar quando trabalhava formalmente. “Conseguia pagar as contas e sobrava certa quantia. Hoje em dia, o que ganho com picolés não é suficiente para pagar conta e poupar, infelizmente”, pontua.

O tratorista, Ronildo Barbosa, também engrossa as estatísticas dos que não conseguem poupar. “Em casa eu trabalho e minha esposa também e, ainda assim, a nossa renda é para o sustento da família. Não sobra”, declara.

Números

O levantamento indica que 34% dos brasileiros têm o hábito regular de guardar dinheiro, sendo que somente 10% estipulam o valor a ser poupado e 24% guardam apenas o que sobra no fim do mês.

A pesquisa também apontou que quatro em cada dez (41%) brasileiros com reserva financeira utilizaram parte dos recursos em fevereiro: 13% usaram para pagar despesas imprevistas, 10% para dívidas e 8% para compras. Entre os poupadores das classes C, D e E, 47% sacaram seus recursos guardados.

A precaução para imprevistos, como doença e morte na família, é o principal motivo dos brasileiros que poupam, opção citada por 47% deles. Em seguida, aparecem a garantia de um futuro melhor para a família (30%) e a prevenção para um eventual desemprego (30%). Há ainda 23% de consumidores que poupam para realizar uma viagem. A formação de uma reserva para a aposentadoria é preocupação de apenas 18% dos poupadores, segundo o indicador. Outras razões são reforma da casa (16%), compra de móveis e eletrodomésticos (14%), estudos (14%) e aquisição da casa própria (13%).

A poupança ainda é o destino mais popular, que guarda as economias de 60% dos entrevistados. Outro destino é a conta corrente, com 16% de citações. O levantamento detectou também que em cada dez poupadores, dois (22%) deixam dinheiro guardado em casa.

Os fundos de investimento foram citados por 8% e a previdência privada por 7%. Os CDBs (Certificado de Depósito Bancários) são utilizados por 6% e o Tesouro Direto, por 4% dos poupadores. Os que investem em ações na bolsa de valores correspondem a 2% dos consumidores que possuem reservas.

 

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