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TRT intermediará negociação entre trabalhadores e Consórcio UFN III

Se a empresa acatar as reivindicações dos trabalhadores os operários retornam ao canteiro de obras

22 JAN 2013 - 08h:04Por Redação

A paralisação dos trabalhadores que prestam serviço para o consórcio responsável pela construção da fábrica de fertilizantes da Petrobras UFN III, completa hoje oito dias. Sem chegar a um acordo, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), através do desembargador Nery Azambuja, tentará intermediar as negociações entre a comissão de trabalhadores, sindicatos e empresas. A reunião acontecerá hoje, às 9h, na sede do TRT, em Campo Grande, a pedido do consórcio UFN III.

Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Mobiliário e Montagem Industrial do Mato Grosso do Sul (FETRICOM/MS), Webergton Sudário da Silva, como não houve um acordo entre os trabalhadores e as empresas, o consórcio solicitou o apoio do TRT já que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintricon) está sob intervenção judicial.

De acordo com Silva, participará da reunião com o desembargador, a comissão formada por representantes dos trabalhadores, a FETRICOM, o Sintricon e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil Pesada (Sintespav) de Três Lagoas. Entretanto, esse último, segundo ele, não teria legitimidade para participar das negociações, já que representa os trabalhadores da construção pesada e não dá leve, que é o caso da UFN III.

O presidente da federação informou que, se a empresa acatar as reivindicações dos trabalhadores os operários retornam ao canteiro de obras.  Os trabalhadores cruzaram os braços na terça-feira da semana passada, alegando que o consórcio UFN III não estaria cumprindo com uma série de compromissos firmados. Entre eles, o não pagamento de horas extra e in itinere. Reclamam também das péssimas condições e da falta de estrutura no alojamento, entre outras questões.

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