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Tubete degradável vira recipiente de mudas na Fibria

Expectativa é de implantar embalagens degradáveis na produção em 2013

14 SET 2012 - 15h:00Por Divulgação

A unidade florestal da Fibria em Três Lagoas estuda a possibilidade de uso de embalagens degradáveis para o plantio de mudas de eucalipto. A pesquisa, que visa alternativa sustentável para os “tubetes”, usados como embalagens das mudas clonais de eucalipto, foi apresentada durante o Encontro Nacional de Substratos para Plantas (VIII EnSub), realizado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, no início deste mês. O objetivo é substituir as embalagens atuais, de plástico.


A pesquisa é coordenada pelo biólogo Claudinei Quinto, especialista em Produção de Eucalipto da Fibria, e foi iniciada entre os anos de 2005 e 2006. Entre as vantagens do novo sistema, Quinto destaca que as embalagens degradáveis torna o processo de plantio de mudas mais limpo, reduz perdas e o uso de defensivos para controle de doenças. 

Os tubetes degradáveis são desenvolvidos na própria unidade em Três Lagoas, com a celulose produzida pela Fibria. Hoje, o estudo já ingressou na fase de experimental na operação e já produziu, entre 2012 e 2011, de dois milhões de mudas de eucalipto em embalagens degradáveis. “Neste período de produção das ‘mudas piloto operacional’ foi possível confirmar que a tecnologia é consistente e promissora, pois apresenta mudas de excelente qualidade e permite a automação do processo, garantindo sua padronização, especialmente com o uso de máquinas de seleção de mudas e investimento em equipamentos”, explicou, o pesquisador.

Entre os resultados destacados por Quinto, estão: enraizamento acima da média das mudas, redução do ciclo operacional do viveiro, com a eliminação da atividade de retirada das embalagens (desentubamento) e eliminação de perdas ocorridas em campo devido à movimentação das mudas. 

O material das embalagens é produzido na Europa com celulose da Fibria. Na unidade florestal em Três Lagoas, existe um equipamento que monta o tubete e o prepara com o substrato para receber a muda de eucalipto. O produto leva em torno de cinco meses para se degradar na natureza.

Entretanto, o biólogo lembrou que a pesquisa ainda requer mais algumas etapas antes de ser implantada ao processo produtivo da Fibria. A expectativa da empresa é de implantar as embalagens na unidade três-lagoense em 2013. A produção de mudas com esse processo será em torno de 10% a 15%. 
 

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