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EDITORIAL

Um elenco de prioridades

Leia o Editorial na edição desta semana do Jornal do Povo

7 SET 2018 - 06h:34Por Redação

Eleitores de todo o país vão levar às urnas, dentro de um mês, um elenco de promessas repetidas por candidatos a cargos de todos os níveis. Desde as desgastadas “garantias” de emprego até projetos de desenvolvimento, geração de riquezas etc. Ainda levarão a esperança de viver em segurança, conseguir ser bem atendido no serviço público de saúde e de poder oferecer educação de qualidade aos filhos. Nada de errado nisso. Apenas um pouco demais para as circunstâncias que não mudam, não melhoram.

A conjuntura da ocupação dos poderes, entregue a partidos políticos e não a pessoas, é um dos impedimentos da melhora destas circunstâncias. Os principais cargos dos governos são entregues a siglas, a grupos de políticos que se juntam ao redor de uma legenda partidária e, invariavelmente, não entorno de interesses públicos. 

Saindo de mais uma campanha eleitoral, os partidos vencedores negociarão espaços nos governos dos Estados e da União. E os eleitos para o Poder Executivo serão levados a aceitar as negociações em troca de uma possibilidade de governar. E isto não será diferente até que o país tenha o presidencialismo como seu regime e adoção do voto distrital. E poderia ser outro? Nestas circunstâncias, não!

Antes de levar para as urnas pacotes de promessas, será melhor ao eleitor carregar e revisar um elenco de prioridades - aquelas que os mesmos candidatos estão citando na propaganda política e que, por obrigação cidadã, se comprometem a defender. Porque, o que deve ser avaliado como fundamental como projeto para uma cidade, Estado ou a União? O combate ao desemprego? Ter educação e saúde públicas no foco? Investir em segurança, em transportes, esportes?

Antes de um pacote de promessas, que seja considerado um elenco de prioridades para a escolha de um candidato.

 

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