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Vigilante que atropelou e matou criança de seis anos vai a júri popular

Vítima atravessava a avenida Capitão Olyntho Mancini, em Três Lagoas, para entregar convite de aniversário quando foi atropelada

7 AGO 2017 - 07h:40Por Tatiane Simon

Um caso que chocou Três Lagoas em 2013 está perto de ter um desfecho. O motorista que dirigia alcoolizado pela avenida Capitão Olyntho Mancini, no bairro Vila Alegre, na noite do dia oito de setembro daquele ano e atropelou a pequena Isabel Santos Saltiva, com apenas seis anos na época, será julgado no próximo dia 30, na 1ª Vara Criminal, no Fórum de Três Lagoas, pelo crime de homicídio qualificado.

No momento do acidente, Janio Jorgino dos Santos atingiu ainda o primo de Isabel, com 12 anos na época. Ele teve ferimentos no corpo e participará do júri como testemunha de acusação.

Santos foi preso em flagrante minutos após o acidente pelo delegado de Polícia Civil Thiago Passos e levado à Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas. No entanto, aguarda em liberdade desde outubro de 2013, depois que o advogado ingressou com um pedido de habeas corpus, acatado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e hoje exerce a profissão de vigilante.

Comoção

O fato teve forte repercussão ainda no local, quando dezenas de moradores, após terem ouvido o barulho da batida viram o corpo de Isabel estendido na avenida ao lado do primo.

O mais comovente era o motivo que levou a pequena Isabel para a rua até aquele horário: ela estava entregando aos vizinhos e amigos o convite da festa de aniversário, que aconteceria na semana seguinte.

Isabel completaria sete anos no dia 12 de setembro e a data ficou marcada por outro episódio: quando a tia da criança e mãe do primo que a acompanhava na entrega dos convites prestou depoimento à polícia. Em seu depoimento, ela narra que a irmã de Isabel a ajudou a confeccionar os convites ao longo de toda a tarde para que começassem a entrega-los no mesmo dia.

Segundo consta nos autos do processo, o carro atingiu Isabel que foi arremessada e chocou-se contra um poste de luz. O primo foi atingido e ficou ferido. Já o motorista, parou o carro alguns metros a frente e ficou parado por um instante olhando para as crianças, em seguida, entrou no veículo e foi embora sem prestar socorro às vítimas. Ele foi para a casa de uma prima, onde os policiais o encontrou e foi preso em flagrante por homicídio doloso.

Em seu depoimento prestado à Polícia Civil, Santos admitiu ter ingerido bebida alcoólica após o teste do bafômetro apontar o resultado de 0,93 mg/l (superior ao permitido). Declarou que dirigia em uma velocidade de 60 km/h pela avenida Capitão Olinto Mancini, mas negou que estava próximo à calçada; o réu alegou, em sua fala, que Isabel atravessou a avenida repentinamente e não teve como desviar. Afirmou também que por medo, fugiu do local sem prestar socorro.

 

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