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Vigilantes cruzam os braços em Três Lagoas

A paralisação é por tempo indeterminado garante o sindicato dos vigilantes

2 FEV 2013 - 08h:51Por Arthur Freire/JP

Bancos fechados e muitos caixas eletrônicos sem dinheiro. O motivo é a greve dos vigilantes. A categoria exige o cumprimento da lei 12.740/2012, sancionada pela presidente Dilma Russef, em 8 dezembro do ano passado, que dispõe o adicional de periculosidade para os vigilantes. Este adicional é de 30% de acréscimo ao salário base que é de R$ 847,50, ou melhor, um aumento de R$ 254,25. Hoje, eles recebem 4% de periculosidade. As informações são do Sindicato dos Empregados de Segurança e Vigilância de Campo Grande e Região (SEESVIG).

De acordo com Logan Santos Silva, diretor sindical do SEESVIG, a lei entrou em vigor no dia 10 de dezembro de 2012, com a sua publicação no Diário Oficial. Mas, ele afirma que, até o momento, a categoria não está recebendo o adicional das empresas que trabalham. 

Na visão de Silva, ele entende que a paralisação afeta a sociedade. Sem seguranças nas agências bancárias e sem os vigilantes para realizar o transporte de valores, consequentemente, os bancos vão ficar sem dinheiro e sem condições de atender sua clientela. O diretor sindical ressaltou que a greve é por tempo indeterminado. “Só voltamos após as empresas darem uma posição quanto ao cumprimento da lei 12.740”.

Funcionamento
Segundo informações de alguns gerentes de bancos, a intenção dos funcionários era oferecer o atendimento normal aos clientes. Porém, a falta de segurança no interior das agências bancárias, e também o piquete na frente dos estabelecimentos impedindo a entrada dos clientes fez a gerência optar por fechar as portas. 

De momento, só os caixas eletrônicos permaneceram abertos. Portanto, as máquinas serão abastecidas enquanto os bancos tiverem dinheiro nos cofres. Para os gerentes, se a greve permanecer a situação começará a se complicar.

Números
O estado do Mato Grosso do Sul, segundo informações da direção do SEESVIG , conta com seis mil vigilantes, destes aproximadamente 600 trabalharam em Três Lagoas. Na cidade eles estão distribuídos entre bancos, carros-fortes (transporte de valores), e seguranças em empresas privadas. O sindicato informou ainda que 80% da categoria aderiu a greve, nesta sexta-feira. Porém, este percentual poderá chegar a 100%. 

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