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‘Vivo meu filho todos os dias’, diz mãe de menino que recebeu células-tronco

Kaleby nasceu com paralisia cerebral, passou por tratamento na Tailândia e ultrapassa expectativa de vida de diagnóstico

24 FEV 2018 - 14h:00Por Tatiane Simon

Quem não se lembra da história do pequeno Kaleby, a criança nasceu com paralisia cerebral e com apenas 20% do cérebro funcionando? A trajetória dele ficou conhecida em Três Lagoas graças à força de vontade dele para sobreviver e contrariar o primeiro diagnóstico médico: a de que sua expectativa de vida seria de um ano. E conseguiu. 

Kaleby Neres de Freitas Sampaio já está perto de completar cinco anos de vida e reage de maneira positiva ao tratamento com células-tronco, feito em fevereiro de 2017, na Tailândia. 

Um ano depois de iniciado o tratamento, os pais celebram as evoluções. “Hoje ele come comida de verdade e consegue mastigar alimentos. Muitas mães, ao ouvir isso, pensam: ‘mas isso não seria normal para uma criança nesta idade?’ A resposta é não! Considerando as limitações do Kaleby, mas não me importo. Comemoro a cada nova conquista”, conta a mãe, Ester Freitas, que substituiu a sala de aula pelo quarto do filho neste ano. “Optei por não dar aulas em 2018 e focar nos cuidados de saúde que ele necessita. Em uma das primeiras consultas médicas que passamos, um neurologista me disse: ‘mãe, viva seu filho’. Isso é o que tenho feito desde então. Vivo meu filho todos os dias”, justifica.

CÉLULAS-TRONCO
A luta de Kaleby pela vida começou logo ao nascimento. Ele passou 20 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a complicações no parto. A mãe contraiu dengue durante a gestação e a doença atingiu o bebê, paralisando 80% de seu cérebro. A esperança estava do outro lado mundo. Os pais, Ester e Ricardo Sampaio, conseguiram arrecadar o dinheiro necessário para o tratamento com células-tronco - cerca de R$ 150 mil. 

A família ficou 28 dias na Tailândia e o investimento valeu a pena, avaliam os pais. Kaleby passava por hidroterapia, fisioterapia, terapia ocupacional e hiperbárica, além da acupuntura. No Brasil, a família dá continuidade ao tratamento com sessões de fisioterapia e equoterapia. No entanto, a criança não tem passado por sessões com fonoaudióloga e terapia ocupacional por conta do alto custo. Os gastos com o tratamento ultrapassam a R$ 1 mil por mês.

Quanto às evoluções, além da mastigação, o menino “está bem mais atento a tudo em sua volta”, segundo Ester. “Diferente de antes, em que tinha um olhar vago, hoje ele externa sensações no sorriso e consegue responder ao estímulo da comida”, destaca. “Gostaríamos de voltar à Tailândia para que ele recebesse mais uma bolsa de células-tronco, porque quanto mais aplicações forem é feitas, melhor é o resultado. Infelizmente, não temos condições financeiras neste momento”, diz o pai.

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