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O que você já ouviu falar de tireoide?

Conheça sinais dessa glândula tão importante para o seu corpo.

27 JUN 2016 - 14h:30Por Revista SE7E

Queda de cabelo, suores, perda de peso ou dificuldade para emagrecer podem ser sinais que algo vai mal com a glândula tireóide. Caso tenha se identificado com um ou mais destes sintomas, procure imediatamente um endocrinologista, porque os problemas com inflamações da glândula que são considerados comuns podem evoluir para graves.

A tireóide é uma glândula endócrina importante para o bom funcionamento do organismo. Ela se localiza na parte anterior do pescoço e libera dois hormônios: T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que estimulam o metabolismo, ou seja, o conjunto de reações necessárias para assegurar os processos bioquímicos do corpo humano. 

Os principais distúrbios que afetam a tireoide são o hipotireoidismo, que é o distúrbio endócrino caracterizado pela produção diminuída ou ausente dos hormônios tireoidianos, e o hipertireoidismo, caracterizado pela produção excessiva de hormônios tireoidianos.

A endocrinologista Priscila Scatena Costa alerta para os muitos mitos que existem sobre os distúrbios e orienta sempre a busca por um profissional especialista no assunto.

O hipotireoidismo é uma síndrome clínica caracterizada pela deficiência de hormônios tireoidianos, explica a doutora. “Pode ser primário, quando resulta de condições que interfiram diretamente sobre a tireóide, ou central (por deficiência de TSH). O hipotireoidismo primário responde por 90% dos casos. No nosso meio, a primeira e a segunda causas mais comuns de HTP são, respectivamente, a tireoidite de Hashimoto e o tratamento do hipertireoidismo com cirurgia ou radioiodo”, acrescenta.

O hipertireoidismo é uma disfunção da glândula, quando ocorre um aumento da produção dos hormônios da tireoide, sendo as causas mais comuns: doença de graves, o bócio multinodular, nódulo “tóxico”, as tireoidites subagudas, silenciosa, pós-parto, ingesta excessiva de iodo (exemplo: amiodarona) e uso de superdosagem de hormônio tireoidiano, também segundo a especialista.

A doutora Priscila explica que o hipotireoidismo tem como manifestações mais marcantes: astenia, sonolência, intolerância ao frio, pele seca e descamativa, voz arrastada, cefaleia, tontura, zumbido no ouvido, parestesias, hiporreflexia, edema facial, anemia, alteração do colesterol, ganho de peso, rouquidão, déficit de memória, constipação intestinal e diminuição dos batimentos cardíacos. A síndrome acomete o organismo de forma global, por isso a riqueza da sintomatologia. Entretanto, muitos pacientes são assintomáticos ou oligossintomáticos, sobretudo aqueles com a doença menos intensa ou de duração não prolongada.

Já as manifestações clínicas do hipertireoidismo são decorrentes do efeito estimulatório dos hormônios tireoidianos sobre o metabolismo e os tecidos. Entre as mais características, incluem-se nervosismo, insônia, emagrecimento (apesar da polifagia), taquicardia, palpitações, intolerância a calor, sudorese excessiva com pele quente e úmida, tremores, fraqueza muscular, hiperdefecação, alterações oculares, descamação das unhas e mãos tremulas.

Dúvida que todos têm é se a enfermidade engorda ou emagrece.  “Uma queixa comum dos pacientes com hipotireoidismo é o ganho de peso - que é modesto -, podendo aumentar até 5 kg, sendo consequente, sobretudo, à retenção hídrica. Ao contrário do que se acredita, a obesidade não faz parte do quadro clínico do hipotireoidismo”, explica.

O hipertireoidismo tem como principal causa a Doença de Graves, que pode estar associado a um emagrecimento, uma vez que há um excesso na produção de hormônios tireoidianos, levando a um aumento do metabolismo e um gasto de energia acentuado, consequentemente, a perda acentuada de peso.

“Os fatores associados ao risco aumentado para desenvolver alguma disfunção da glândula de modo geral são: idade, sexo feminino, doença nodular tireoidiana, bócio, história familiar de doença tiroidiana, doença autoimune associada, história de radioterapia para cabeça e pescoço, tabagismo (mais associado ao hipertireoidismo), fármacos (amiodarona, lítio, interferon etc), baixa ingestão de iodo, Síndrome de Down, dentre outros.”

- Doutora, estantes e crianças precisam de atenção especial neste sentido?

- Sem dúvida. Tão importante a avaliação e rastreio de disfunção tireoidiana nos recém-nascidos, que o TSH é dosado no teste do pezinho e precisa ser feito na primeira semana de vida do bebê. O Hipotireoidismo congênito é a causa mais comum de retardo mental na infância. O seguimento com o Pediatra é importante, para avaliação da velocidade de crescimento, ganho de peso, desenvolvimento psicomotor, lentidão dos movimentos, baixa estatura, desempenho escolar deficitário e atraso no desenvolvimento puberal, que direcionam para o diagnóstico precoce e escolha da terapêutica adequada.

O mesmo raciocínio também é valido quando estamos diante de uma paciente gestante. As alterações fisiológicas na economia da tireoide durante a gravidez podem originar dificuldades no diagnóstico de anormalidades no funcionamento da glândula. Isso é especialmente importante porque tanto o hipo quanto o hipertireoidismo não diagnosticados ou tratados inadequadamente podem causar complicações significativas para a mãe e para o feto.

O diagnóstico da grande maioria das patologias primárias da glândula se resume em: avaliação clínica com anamnese e exame físico, laboratorial com dosagens dos hormônios livres, TSH, autoanticorpos e imagens ultrassonográficas para avaliar textura, volume e presença de nódulos. Todo esse processo pode ser realizado na Sermed, uma clínica de serviço médico e diagnóstico com profissionais especializados.

MÉDICOS DA SERMED

Dr. Marco Lúcio Trajano dos Santos – Ginecologista e Obstetra

Dra. Neide Keico Yanasse dos Santos – Ginecologista e Obstetra - Ultrassonografia

Dra. Luciana Yanesse Trajano dos Santos – Pediatra – Neonatologista

Dra. Letícia Yanesse Trajano dos Santos – Neuropediatria e Neurofisiologia

Dr. Marco Augusto Yanesse Trajano dos Santos – Radiologia e Diagnóstico por imagem

Dra. Priscila Scatena Costa – Endocrinologia e Metabologia

 

 

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